Nem sempre mudanças positivas são acompanhadas de bons resultados no futebol. Um exemplo disso pôde ser visto na derrota de virada do Palmeiras para o Santos, no último domingo, na Arena Barueri, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Abel mexeu no ataque, tirando Artur e abrindo mão da improvisação de Mayke na lateral direita. O time melhorou, fez um primeiro tempo quase perfeito. Mas não venceu. E isso não pode ser visto como um sinal de que as mudanças não surtiram efeito, pelo contrário.
Apesar disso, o Palmeiras dá demonstrações de que brigará apenas por uma das vagas diretas para a próxima edição da Conmebol Libertadores. Neste momento, na quarta colocação com 44 pontos, o Verdão está no limite do grupo de classificados.
Mas, para conseguir cumprir o objetivo que lhe restou em 2023, o Verdão terá de encerrar a sequência de cinco jogos sem vencer e reequilibrar o elenco para as rodadas finais do Brasileirão. O clássico contra o Santos, mesmo com derrota, pode ajudar Abel a solucionar a turbulência vivida pelo clube neste momento.
Ótima impressão
Apesar de não ter conseguido ir para o intervalo vencendo, o Palmeiras deixou o primeiro tempo do clássico contra o Santos com boas impressões das mudanças feitas por Abel Ferreira e que vinham sendo pedidas pelos torcedores.
O ataque formado por Kevin, Rony e Endrick deu maior dinâmica e velocidade não só ofensiva ao Palmeiras, mas também ajudou defensivamente. O Santos ficou pouco com a bola, chegou ao ataque em raras oportunidades e precisou se preocupar com a velocidade dos pontas rivais.
O resultado da nova dinâmica ofensiva foi o empate por 1 a 1 – gol marcado por Zé Rafael – nos primeiros 45 minutos. Mas os números foram positivos: 69% de posse de bola, 15 finalizações e 89% de acerto nos 280 passes trocados. O Santos, por exemplo, finalizou cinco vezes e trocou apenas 116 passes.
Zé Rafael comemora o gol em Palmeiras x Santos — Foto: Marcos Ribolli

