A pesquisa divulgada nesta semana pelo Instituto Ranking, com intenções de voto para a Prefeitura de Campo Grande, animou e desanimou candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul na última eleição. Sem mandato, eles podem retornar ao jogo na eleição do ano que vem, tendo como caminho a Prefeitura de Campo Grande.
André Puccinelli conseguiu, na mesma pesquisa, ficar feliz e triste. O ex-governador, que terminou em terceiro lugar na eleição para o governo no ano passado, lidera a pesquisa, com 9,25% das citações, mas também é líder em uma relação onde ninguém quer vencer: a rejeição. Um quarto dos entrevistados, um número bem expressivo, diz que não votaria nele para prefeito.
Em segundo lugar na pesquisa, com 8%, Rose Modesto vive situação diferente. Ela terminou a eleição para governo na quarta colocação e está colada em Puccinelli neste primeiro levantamento de intenções de voto. Além de dividir a liderança, ela ainda conta com um fator muito importante: a baixa rejeição. Mesmo disputando a eleição no ano passado, com grande exposição, a ex-deputada aparece apenas como a oitava mais citada, com apenas 2,5%, um número muito bom se considerar que ela é uma das líderes na pesquisa.
A situação não é das melhores para outro candidato no ano passado, Capitão Contar (PRTB). Depois de chegar ao segundo turno no ano passado, com reforço de Jair Bolsonaro (PL), e ganhar muita visibilidade, ele aparece apenas como o sexto mais citado, com 3%. Sem mandato, o ex-deputado terá trabalho para se manter vivo na mente dos eleitores.
Para piorar a situação, o deputado é bem citado no quesito rejeição, em segundo lugar, com 15,25%. Os números de Contar surpreendem, visto que é esperado como candidato competitivo e uma das opões do grupo mais ligado a Bolsonaro para a Capital.
Para conquistar o posto de afilhado de Bolsonaro, condição bastante disputada na última eleição, Contar terá que disputar espaço com o PL, que tem Coronel Davi (PL), João Henrique (PL) e Marcos Pollon (PL) como possíveis nomes para a Capital. Soma-se ao trio a senadora Tereza Cristina, que também quer colocar o PP no jogo e está cada vez mais próxima da atual prefeita, Adriane Lopes (Patriota).
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CRÉDITO: WENDEL REIS
Boca do Povo News

