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Assistência técnica do Senar/MS impulsiona hortas em escolas e entidades sociais

ATeG Horticultura acompanha 50 hortas em Mato Grosso do Sul e realizou cerca de 470 visitas técnicas no último ano, fortalecendo a produção e o impacto social dos projetos

A assistência técnica do Senar/MS transforma conhecimento em oportunidades que vão além da produção de alimentos. Por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Horticultura, a instituição acompanha 50 hortas em todo o estado, desenvolvidas em escolas, sindicatos rurais, instituições sociais, associações e outros espaços. O trabalho leva orientação técnica, planejamento e conhecimento para fortalecer esses projetos, ampliar a produção e gerar benefícios para as comunidades atendidas. Somente no último ano, foram realizadas cerca de 470 visitas técnicas.

Um dos projetos acompanhados pelo Senar/MS é a Horta da Esperança, desenvolvida no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira (CPAIG), em Campo Grande. Implantado do zero, o projeto teve toda a área preparada para receber os canteiros e conta, desde o início, com o acompanhamento da ATeG Horticultura. Mensalmente, um técnico de campo realiza visitas de quatro horas para orientar desde o planejamento da produção até a colheita. 

Desde o início do projeto, mais de 27,3 toneladas de alimentos já foram doadas. Atualmente, 15 reeducandos participam da produção, colocando em prática os conhecimentos adquiridos durante o acompanhamento técnico do Senar/MS. Além da capacitação profissional, o trabalho realizado na horta também contribui para o processo de ressocialização, já que, a cada três dias de atividade, os participantes têm direito à remição de um dia de pena, conforme previsto na legislação. Entre as culturas cultivadas na Horta da Esperança estão alface, almeirão, brócolis, cebolinha, cenoura, coentro, couve, pepino, pimentão, repolho, rúcula e mandioca.

Para o presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, este apoio técnico gera impactos que vão muito além da produção de alimentos. “Além de contribuir para o fornecimento de alimentos, promovemos a capacitação dos participantes, incentivando o desenvolvimento de habilidades profissionais. Esse trabalho fortalece o caráter social e educativo do projeto, favorecendo a ressocialização e a formação de cidadãos mais preparados para novas oportunidades”, destaca.

De acordo com o coordenador da ATeG do Senar/MS, Nivaldo Passos, o diferencial do acompanhamento técnico está em aliar conhecimento produtivo à formação das pessoas envolvidas. “Seguimos a metodologia do Senar/MS nas capacitações, levando gerenciamento e visão estratégica para quem participa da atividade, além dos cursos de Formação Profissional Rural (FPR), que complementam o aprendizado e ampliam as possibilidades para o futuro. Essa atuação representa muito do nosso propósito, que é educar, compartilhar conhecimento e contribuir para o desenvolvimento das pessoas”, explica.

Na avaliação do titular da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, juiz Albino Coimbra Neto, o apoio técnico do Senar/MS foi decisivo para consolidar a Horta da Esperança e ampliar o alcance social do trabalho. O acompanhamento da ATeG contribuiu para o aumento da produtividade, fortaleceu a organização da produção e possibilitou que os alimentos chegassem a instituições beneficiadas pelo projeto. 

“O apoio técnico e os treinamentos trouxeram o conhecimento necessário para estruturar a produção e garantir a continuidade do projeto. Hoje, além de formar pessoas e gerar oportunidades para quem participa da horta, conseguimos levar alimentos de qualidade a quem mais precisa. É uma iniciativa que transforma vidas em todas as etapas do processo”, afirma.

O impacto do projeto também é percebido por quem atua diretamente na produção. Integrante da Horta da Esperança, Júlio César destaca a satisfação em saber que o trabalho realizado no local beneficia a comunidade. “Participar desse projeto é muito importante e prazeroso. A gente sabe que o nosso trabalho diário chega a quem, muitas vezes, não tem acesso a alimentos saudáveis como os que produzimos aqui. É gratificante saber que, mesmo sem conhecer essas pessoas, aquilo que fazemos pode fazer a diferença na vida delas”, ressalta.

O projeto é resultado de uma parceria entre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), com apoio técnico do Senar/MS, unindo produção de alimentos, capacitação e transformação social.

Assessoria de Imprensa do Sistema Famasul – Larissa Adami.

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