Com foco na conservação de espécies migratórias, conferência em Campo Grande evidencia a relevância do Pantanal no equilíbrio da biodiversidade global
Campo Grande recebe a COP15 com iniciativas que aliam infraestrutura e sustentabilidade na prática. Como forma de apoio ao evento, a Águas Guariroba e a Ambiental MS Pantanal, empresas do grupo Aegea, disponibilizaram cinco bebedouros com água tratada e gelada, além da distribuição de cerca de 10 mil copos de papel, incentivando a redução do uso de plásticos descartáveis.
A ação contribui para a hidratação dos mais de 2 mil participantes ao longo dos sete dias de programação e reforça o papel do acesso à água tratada como aliado de práticas mais sustentáveis em grandes eventos.
Sediada pela primeira vez no Brasil, a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias (COP15) coloca Campo Grande no centro das discussões globais sobre biodiversidade.
O evento reúne líderes, especialistas e representantes de diversos países para debater a conservação de espécies que cruzam continentes, oceanos e céus.
Realizada entre os dias 23 e 29 de março, a COP15 reforça a necessidade de cooperação internacional para garantir a sobrevivência dessas espécies e de seus habitats.
Atravessando fronteiras e continentes
Com o tema “Conectando a Natureza para Sustentar a Vida”, a COP15 reforça um princípio central: a natureza não reconhece fronteiras políticas. Espécies migratórias dependem de ecossistemas interligados e qualquer ruptura nesse equilíbrio pode comprometer cadeias ecológicas inteiras.
“A temática da COP15, ‘Conectando a Natureza para Sustentar a Vida’, nunca foi tão importante. Animais migratórios, de elefantes, grandes felinos e aves de rapina a peixes de água doce, tartarugas marinhas, baleias, aves aquáticas e até borboletas, não são apenas espetáculos da vida selvagem.
Eles são o sistema circulatório do planeta, impulsionando a polinização, a dispersão de sementes, o armazenamento de carbono, o controle de pragas e a ciclagem de nutrientes em escala continental. Quando esses corredores se rompem, os ecossistemas entram em colapso”, afirmou Inger Andersen.
Nesse contexto, a degradação ambiental, a fragmentação de habitats e a poluição dos rios e oceanos se consolidam como algumas das principais ameaças às espécies migratórias. A perda de conectividade entre ecossistemas, essencial para alimentação, reprodução e deslocamento, compromete diretamente a sobrevivência dessas espécies e evidencia a urgência de ações coordenadas em escala global.
Pantanal como protagonista
A escolha de Campo Grande como sede do evento reforça o papel estratégico da região no cenário ambiental. Porta de entrada para o Pantanal, a maior planície alagável do planeta, a capital sul-mato-grossense está inserida em um território que funciona como corredor natural para diversas espécies migratórias.
O bioma é reconhecido internacionalmente por sua biodiversidade e por sua função ecológica, conectando diferentes ecossistemas e servindo como área de alimentação, reprodução e passagem para inúmeras espécies. Sua preservação impacta diretamente o equilíbrio ambiental em escala continental.
Espécies emblemáticas como o dourado, a piracanjuba e grandes bagres migratórios percorrem longas distâncias pelos rios da bacia do Paraguai, conectando diferentes ambientes ao longo de seus ciclos de vida e reforçando a importância do Pantanal como corredor ecológico.
Sustentabilidade na prática
Alinhada ao propósito da conferência, a programação incorpora iniciativas que estimulam hábitos mais conscientes no dia a dia do evento. Entre elas, está a disponibilização de pontos de hidratação com água tratada e copos descartáveis, realizada pela Águas Guariroba. A ação elimina a necessidade da água engarrafada e só é possível graças à qualidade da água distribuída na Capital, que tem 99% de sua população recebendo o recurso tratado e próprio para o consumo.
A iniciativa foi reconhecida por participantes do evento. “Sou de Pernambuco e estou muito feliz de estar aqui. Para nós, mulheres indígenas, que estamos na linha de frente como protetoras do meio ambiente, participar de um evento como a COP15 é muito importante.
Nós somos guardiãs da natureza, e poder trazer um pouco da nossa Caatinga para o Pantanal fortalece essa conexão entre os biomas”, destacou Adikayani Aimcupie.
A participante também ressaltou o impacto das ações sustentáveis adotadas durante o evento. “Essa iniciativa com os copos é muito importante. É um número significativo e que faz diferença na redução de impactos. Como guardiã da natureza, deixo meu agradecimento por essa ação”, completou.
Infraestrutura que incentiva o consumo consciente
A realização da COP15 em Campo Grande também evidencia a importância do saneamento como base para a promoção da saúde pública e da sustentabilidade. O acesso à água tratada, aliado a iniciativas que incentivam o consumo consciente, contribui diretamente para a preservação ambiental e a qualidade de vida da população.
Nesse contexto, a Aegea Saneamento, uma das principais companhias privadas do setor no país, atua na promoção de soluções que ampliam o acesso ao saneamento e contribuem para a conservação dos recursos hídricos em diferentes regiões do Brasil.
Em Mato Grosso do Sul, essa atuação se reflete no trabalho da Águas Guariroba, responsável pelos serviços de saneamento em Campo Grande, e da Ambiental MS Pantanal, que atua no interior do estado. A Capital se destaca nacionalmente por estar entre as capitais com menor índice de perdas na distribuição de água, com patamar abaixo de 25% (Trata Brasil, 2026), resultado de investimentos contínuos em eficiência operacional e gestão do sistema.
Nesse contexto, a atuação da Águas Guariroba e da Ambiental MS Pantanal evidencia como o saneamento contribui, na prática, para a preservação ambiental e o uso consciente dos recursos naturais.

