Psicopedagogas que atuam nas escolas da Rede Municipal de Ensino (Reme) participam, a cada 15 dias, de encontros de formação voltados ao estudo de dificuldades e transtornos de aprendizagem. As atividades reúnem estudos teóricos, troca de experiências e práticas que podem ser aplicadas nos atendimentos realizados nas unidades escolares.
Na última semana, as profissionais apresentaram trabalhos desenvolvidos em grupo a partir de temas definidos previamente. Entre os assuntos estudados ao longo da formação estão dislexia, discalculia e disgrafia, com discussões sobre sinais observados em sala de aula, estratégias pedagógicas e produção de recursos para auxiliar o acompanhamento dos estudantes.
A formação também permite que a equipe compartilhe situações encontradas durante os atendimentos e busque alternativas para diferentes demandas. Segundo a técnica do Grupo de Apoio Psicopedagógico (GAPSI), Marli Leal de Castro, os encontros ajudam as profissionais a esclarecer dúvidas e acompanhar atualizações relacionadas à área.
“Nós fazemos a formação a cada 15 dias para tirar as dúvidas que vão surgindo durante o atendimento e também para estarmos por dentro das novas leis, dos novos regulamentos e regimentos”, explicou.
Com formação em música e musicalização, Marli também apresentou possibilidades de utilizar a música como recurso para estimular a atenção e concentração. A proposta foi relacionada especialmente ao acompanhamento de estudantes com TDAH.
“Apresentei a musicalização como sugestão de treinamento de foco para o cérebro, principalmente para o TDAH”, contou.
Troca com professores e famílias
Além dos estudos e das atividades práticas, o trabalho psicopedagógico envolve a articulação com os profissionais que acompanham os estudantes diariamente em sala de aula. A troca de informações ajuda a equipe a compreender o desenvolvimento de cada criança e a identificar situações que merecem atenção.
Coordenadora do Centro Municipal de Educação Especial Inclusiva da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Tânia Maria Filiú destaca que o contato com os professores contribui para esse acompanhamento.
“É importante ter esse vínculo com os professores, porque nada melhor do que eles nos darem informações sobre o desenvolvimento dessa criança”, afirmou.
Os encontros fazem parte do calendário anual de formação da equipe e continuam ao longo do ano, com novos temas definidos a partir das demandas identificadas no trabalho psicopedagógico nas unidades da Reme.

