No último sábado, um crime chocante abalou a comunidade local quando Cristiane Eufrásio Millan, de 42 anos, foi brutalmente assassinada em sua própria residência. O suspeito, Sergio Guenka, de 52 anos, confessou o crime durante o interrogatório policial, revelando que o ato foi motivado por suas crenças religiosas distorcidas.
Guenka admitiu ter desferido mais de 36 golpes de faca contra a vítima, que resultaram em ferimentos fatais no abdômen e no tórax, além de um golpe no pescoço. A delegada Elaine Benicasa, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), relatou em entrevista coletiva que o suspeito afirmou ter considerado Cristiane “impura” devido à sua profissão de garota de programa, uma conclusão que ele alega ter tirado após ler a Bíblia.
A cena do crime revelou indícios perturbadores, com objetos religiosos, como bíblias e crucifixos, espalhados pela casa. O corpo da vítima foi encontrado em uma posição que remetia à crucificação, uma escolha que o suspeito admitiu ter feito para ganhar notoriedade na mídia.
A delegada expressou sua perplexidade diante da complexidade do caso, observando a mistura de aparente loucura e frieza demonstrada pelo suspeito. Guenka revelou em seu depoimento um desejo de fama, mencionando o temor de ser comparado ao infame “Maníaco da Cruz”.
O homicídio de Cristiane Eufrásio Millan levanta questões alarmantes sobre a influência de interpretações extremas de crenças religiosas e destaca a importância da vigilância contra o fanatismo e a violência motivada por ideologias distorcidas.
O suspeito encontra-se sob custódia das autoridades e responderá pelo crime de feminicídio, conforme previsto pela lei. O caso continua sob investigação para esclarecer todos os detalhes e garantir a justiça para a vítima e seus familiares.

