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Mãe da noiva é exonerada, vereador pede perdão e 25 são autuados após casamento

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O festão de casamento realizado em fazenda de Maracaju, no fim de semana, tumultuou a segunda-feira para os responsáveis pela aglomeração em plena pandemia. Equipes das policiais Civil e Militar já identificaram e autuaram 25 pessoas que participavam do evento clandestino de casamento, na Fazenda 2 Irmãos, que contou com a participação da dupla sertaneja Jads e Jadson.

Maria do Carmo Nascimento Silva é mãe da noiva Maria Lúcia, e assessora municipal de programas sociais da cidade de Maracaju até a manhã de hoje, quando pediu exoneração do cargo, após a péssima repercussão na cidade.

O vereador e presidente da Câmara Municipal de Dourados, Laudir Munaretto (MDB), confirmou que o buffet dele foi contratado para a festa e pediu perdão pelo ocorrido. “Peço desculpas as pessoas que estão se sentindo prejudicadas nesse momento. Quem conhece a minha índole sabe que de forma nenhuma faria evento para prejudicar alguém”.

No entanto, no início da tarde o vereador mudou o discurso. “Na verdade, houve apenas a locação de mesas, cadeiras e utensílios como pratos, talheres e toalhas, com os organizadores da festa ficando responsáveis pela retirada e devolução dos materiais na empresa”, disse em nota.

Mas na sequência garantiu que, mesmo que tivesse feito a festa, não teria nada de errado. “O Decreto 400, que instituiu o lockdown em Dourados não impede nenhuma empresa local de prestar serviços em outro município, de forma que não houve qualquer violação ao decreto por parte do Buffet Laudir”.

As maiores críticas são porque no mesmo fim de semana, 5 moradores de Maracaju, com covid-19, tiveram de ser transferidos para fora do Estado, por falta de leitos na cidade. A cidade está em bandeira vermelha.

Já a dupla de Jads e Jadson saiu do show direto para uma pescaria, diz o empresário que representa a dupla, Jeferson Júnior Teixeira, conhecido como Ninho. Ele disse que os sertanejos só foram contratados para o evento e que vão se manifestar em relação a repercussão negativa nas redes sociais, depois que retornarem do Pantanal. “Para nós, foi comunicado que o evento tinha autorizações e documentações necessárias”, declarou.

Correria – Segundo o comandante da PM major Edcezar Zeilinger, na noite de sábado os familiares dos noivos procuraram a Corporação para pedir autorização para realizar a festa, no entanto foram informados de que o evento não poderia ser realizado em razão do decreto municipal.

No entanto, por volta das 21 horas do mesmo dia, os policiais receberam denúncia sobre o casamento na fazenda distante 30 km da área urbana da cidade. A equipe foi até o local e encerrou a festa. Momento em que a maioria dos convidados fugiu ficando pouco mais de 25 pessoas.

“Qualificamos aqueles que permaneceram no local, para que respondam por infração de medida sanitária, prevista no Código Penal, encerramos a festa e informamos inclusive que caso insistissem, responderiam também por desobediência”, disse o major.

No domingo (6) vários vídeos foram postados e em redes sociais indicando que após a saída da PM, os noivos continuaram com a festa. Essas imagens já foram entregues à Polícia Civil e além de provas, vão ajudar a identificar mais pessoas que estiveram na festa para que também sejam autuadas.

De acordo com o delegado Guilherme Sarian, os donos da propriedade, os organizadores e convidados vão responder pela desobediência e infração da medida sanitária preventiva e tem pena de 15 dias a um ano de prisão mais multa.

“Nós iremos encaminhar todo o material que temos para a Vigilância Sanitária, para que esses autores sejam também responsabilizados administrativamente”, garante o delegado.

Além disso, a Vigilância Sanitária de Maracaju informou que já deu início ao processo administrativo e que ser reunirá com a PM e a Polícia Civil, para identificar todos os participantes do evento.

Fonte: CAMPO GRANDE NEWS

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