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Mato Grosso do Sul e o desafio da violência contra a mulher

Como a Teoria Tríplice da Delinquência aponta caminhos para a transformação social

Mato Grosso do Sul continua enfrentando índices preocupantes de violência contra a mulher. Até agosto de 2025, foram registrados 21 feminicídios, além de 26 tentativas, colocando o estado entre os que mais sofrem com esse tipo de crime no Brasil. Em 2024, foram contabilizados 35 feminicídios, com uma taxa alarmante de 1,27 por 100 mil habitantes – a segunda maior do país.

Diante desse cenário urgente, o jurista Dr. José Maria da Silva Filho, o Dr. Zema, oferece uma análise profunda e uma proposta de enfrentamento baseada na sua Teoria Tríplice da Delinquência, que considera três pilares essenciais: moral, vergonha e medo.

Moral: a base para a prevenção desde a infância

Dr. Zema destaca que a raiz da violência está na ausência de uma formação moral sólida. Para ele, a educação de meninos desde a primeira infância é fundamental para construir uma masculinidade saudável, pautada no respeito e na proteção das mulheres. A gravidade dos casos de estupro envolvendo crianças e adolescentes no estado reforça a necessidade urgente de políticas educativas que promovam esses valores.

Vergonha social: o poder do repúdio coletivo

O segundo pilar da Teoria Tríplice da Delinquência é a vergonha – o impacto social que a reprovação pública tem sobre o agressor. Dr. Zema defende que o agressor precisa ser transformado em um pária social, isolado e repudiado, por meio de campanhas, rankings públicos e bancos de dados que exponham seus atos. No Mato Grosso do Sul, iniciativas como o memorial digital e a campanha “Todos Por Elas” já trabalham para fortalecer essa cultura de repúdio e proteção.

Medo da punição: reforçando a confiança no sistema de justiça

Por fim, a certeza da punição efetiva é indispensável para inibir a violência. Dr. Zema alerta que a sensação de impunidade e a percepção de que o sistema de justiça não protege direitos podem levar muitos homens a aplicar a violência por conta própria. Mato Grosso do Sul tem buscado agilizar processos e aumentar a visibilidade das condenações, porém, a luta continua para consolidar a confiança e garantir que o monopólio da força estatal seja respeitado.

Dados que clamam por ação

Os números da Secretaria de Segurança Pública do estado são um alerta vermelho: a violência doméstica permanece em níveis elevados, com mais de 22 mil registros em 2024, e as denúncias via Ligue 180 cresceram 18,7%, indicando maior busca por proteção, mas também uma realidade de sofrimento contínuo.

Um chamado para a convergência de esforços

Especialistas reforçam que somente a combinação entre educação moral, repúdio social e punição rigorosa – os três pilares da Teoria Tríplice da Delinquência – poderá promover uma mudança efetiva. Mato Grosso do Sul vive uma crise de segurança e moralidade que exige resposta imediata, e as propostas do Dr. Zema oferecem um caminho estruturado para essa transformação.

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