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Médica é achada morta dentro de uma mala

A médica Thallita da Cruz Fernandes, de 29 anos, foi encontrada morta na tarde a 6ª feira (18.ago.23), dentro de uma mala em seu apartamento no terceiro andar do Edifício Panorama Center, na Rua Coronel Spínola de Castro, Vila Imperial, em São José do Rio Preto (SP).

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do estado, a mulher tinha ferimentos de faca pelo corpo. 

Polícia Civil informou que investiga o namorado de Thallita, Davi Izaque Martins Silva, de 26 anos, suspeito de ter cometido feminicídio. Até o momento, o homem não foi localizado pelas autoridades policiais.

O QUE SE SABE

Os investigadores dizem que Davi esteve no apartamento de Thallita na noite da 5ª (17.ago). 

Vizinhos relataram ter ouvido uma briga entre o casal, mas que o barulho teria acabado em pouco tempo. 

Thallita não respondia às mensagens da mãe, que mora em Guaratinguetá, na região do Vale do Paraíba,  desde a 5ª feira. Diante disso, a mãe enviou mensagens a uma amiga próxima que começou a procurar Thallita.  

A amiga questionou Davi por mensagens de WhatsApp sobre o paradeiro de Thallita, já que ela não respondia às mensagens. O rapaz teria dito que, após uma briga deles, a médica teria deixado o apartamento sem dizer para onde iria e ele também teria deixado o imóvel.

A amiga contou à polícia que chegou a mandar mensagens para a médica, mas estranhou a resposta.

A médica dizia que não podia falar porque o dia de trabalho estava muito corrido, mas a amiga sabia que Thallita estaria de folga na 6ª e, ao insistir nas perguntas, a pessoa que se passava por Thallita teria parado de responder.

O corpo de Thallita foi descoberto por uma amiga que foi até o imóvel em que a médica morava verificar a razão pela qual, desde o dia anterior, a vítima não respondia às mensagens da mãe.

Ao chegar ao prédio, o porteiro informou que a médica não havia saído da residência. Estranhando a situação, a amiga chamou a Polícia Militar.

Ao entrar no quarto, os militares encontraram a vítima morta, com o corpo nu, dentro de uma mala. Ela tinha diversos cortes no rosto e o banheiro estava ensanguentado.

Thallita havia se mudado para Rio Preto para cursar a faculdade de medicina e se formou em 2021. Ultimamente ela dava plantões no posto de saúde em Bady Bassitt, cidade vizinha.

DESPEDIDAS

Em nota, a Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) lamentou a morte de Thallita:

“Sua partida prematura nos entristece. Nossos sentimentos aos familiares e amigos neste momento de tristeza e consternação”, comunicou a instituição. Eis a nota: 

Também em nota, a Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto (Funfarme) prestou solidariedade à família e amigos da médica.

“Formada em 2021 pela Famerp, Thallita atuou para o melhor atendimento de centenas de pacientes. A Funfarme manifesta suas condolências a amigos e familiares”, completou. Eis a nota:  

QUEM ERA THALLITA 

Nascida em Guaratinguetá, Thallita se mudou para Rio Preto para estudar medicina na Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp). Ela se formou em 2021 e era plantonista na Unidade Básica de Saúde do município de Bady Bassitt, em São Paulo.

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