Movimento do Progressistas redesenha o tabuleiro político em Mato Grosso do Sul; articulação mira hegemonia estadual e consolida Gerson Claro como nome mais forte para a disputa
O Progressistas (PP) não está apenas se preparando para 2026 — está desenhando uma nova engenharia política em Mato Grosso do Sul. Com a filiação do ex-governador Eduardo Riedel ao partido e a consolidação do presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro, como pré-candidato natural ao Senado, o PP assume de vez a postura de protagonista no estado.
A sigla, que já ocupa espaços estratégicos na gestão estadual, nas prefeituras e no Legislativo, avança agora para montar uma chapa sólida e própria para o Senado, deixando claro que não pretende delegar esse papel a outras legendas.
Riedel turbina o PP e muda o jogo
A chegada de Eduardo Riedel — reconhecido por seu perfil técnico e por ter comandado o Governo de Mato Grosso do Sul com índice elevado de aprovação — é considerada dentro e fora do partido como o “pulo do gato” para destravar o projeto maior do PP.
Com ele, a sigla ganha mais musculatura política, mais capilaridade e mais capacidade de decisão.
O gesto ampliou a base governista e fortaleceu o discurso de que o PP está pronto para disputar as vagas majoritárias sem depender de alianças frágeis.
Gerson Claro desponta como o nome mais forte do partido
Presidente da Assembleia Legislativa e uma das vozes mais influentes da política sul-mato-grossense, Gerson Claro é hoje o nome mais comentado quando o assunto é a disputa ao Senado.
Nos bastidores — e já publicamente — ele confirmou que seu nome está colocado à mesa e que trabalha internamente para que o PP tenha um candidato próprio ao Senado, destacado como prioridade para 2026.
O apoio não é pequeno:
- 20 dos 24 deputados estaduais já manifestaram respaldo ao seu nome;
- 18 prefeitos do PP também defendem sua candidatura;
- Pesquisas recentes mostram Gerson como um dos deputados mais bem avaliados do estado e com baixa rejeição, ativo valioso em eleição majoritária.
Mesmo assim, dentro do partido, Gerson sustenta o discurso de unidade: “Não é um projeto pessoal. É um projeto coletivo, de fortalecimento do PP”
Corrida interna existe — mas Gerson segue na frente
No PP, o cenário não é de candidatura única. Outros nomes circulam:
- Luiz Ovando (deputado federal),
- Marcelo Miglioli (secretário em Campo Grande).
Ambos respeitados e competitivos.
Mas nenhuma das prévias internas tem conseguido diminuir a vantagem política e organizacional de Gerson Claro, que aparece melhor posicionado tanto na base quanto nas pesquisas.
A presidente estadual do partido, Tereza Cristina, afirmou que a decisão será feita com “serenidade, pesquisa e diálogo”. Mas internamente, a leitura é clara: Gerson está tecnicamente na pole position.
O desafio da direita: unidade ou fragmentação?
A eleição de 2026 terá duas vagas para o Senado — e isso acendeu o alerta dentro da centro-direita.
A avaliação de lideranças é que múltiplas candidaturas podem pulverizar votos e abrir espaço para adversários históricos.
Gerson Claro já tratou disso abertamente:
“Se a gente fragmentar, a gente perde. Se a gente caminhar junto, a gente vence”.
É um recado direto para partidos aliados — e um sinal claro de que o PP quer liderar, e não apenas participar, da construção da chapa majoritária da direita em Mato Grosso do Sul.
Concentração de poder? Especialistas já analisam impacto
Com governo, Assembleia, prefeituras e agora um projeto robusto para o Senado, o PP acende também discussões sobre hegemonia.
A pergunta colocada por analistas é simples:
qual o limite entre força política e concentração excessiva de poder?
Para parte dos cientistas políticos, o avanço do PP representa:
- estabilidade institucional,
- continuidade de projetos,
- maior organização administrativa.
Para outros, porém, a leitura é de que a ausência de uma oposição forte pode limitar o debate e a pluralidade — e esse é um tema que deve estourar com força durante o período eleitoral.
Otabuleiro de 2026 tem dono — e nome
Se as eleições fossem hoje, o PP entraria na disputa pelo Senado com:
- um ex-governador forte (Riedel),
- uma Assembleia sob comando estável (Gerson),
- base municipal consolidada,
- força de organização e articulação.
E mais: com um projeto claro de protagonismo, não apenas de participação.
Gerson Claro parece ser o nome mais natural da sigla — e, no momento, o mais pronto.
Mas política é dinâmica.
Resta saber se o PP vai preferir um nome só, forte e consolidado, ou se vai testar outras vias antes de bater o martelo.
Pitaco do Grito MS
🗣 “Em Mato Grosso do Sul, poder não se improvisa. Se constrói.
E o PP está construindo como ninguém — passo a passo, voto a voto, liderança a liderança.
Se vai virar hegemonia ou desafio para a democracia, 2026 responde.
Aqui, a gente observa… e grita.”
GRITO MS/ Sol Santandher/César Ferreira ✅
Foto/ A crítica

