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Brasil

Daniel Silveira fala em “estado de exceção”: “O que fizeram comigo foi pior que o AI-5”

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Mais manso após passar quase um mês na prisão, Daniel Silveira (PSL-RJ) recuou no discurso em defesa das medidas impostas pela ditadura militar, falou que “vivemos em um estado de exceção” e se colocou como vítima de algo “pior que o AI-5”, ato imposto pelo regime ditatorial e defendido até antes da prisão pelo deputado bolsonarista.

“Em momento algum eu fiz alusão a que eu quisesse, por exemplo, um AI-5, até porque o que eles fizeram comigo foi muito pior do que o AI-5, na verdade, muito mais antidemocrático, mas eu não defendi, e mesmo que em uma situação muito hipotética eu defendesse, ainda ia estar abarcado na liberdade de expressão, isso aí não é crime”, disse o deputado em sua primeira entrevista, autorizada por Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao programa Pingo nos Is, transmitido na noite desta terça-feira (23) na Jovem Pan.

Proibido de usar as redes sociais – onde publicou vídeos com ameaças aos ministros do Supremo -, Daniel Silveira disse que está sendo vítima de censura do “estado de exceção” em que vivemos.

“Hoje, evidentemente, claramente dentro de uma censura nós temos a certeza de que, posso afirmar tranquilamente, sem nenhuma sombra de dúvidas, que vivemos em um estado de exceção, pois as leis vigentes no país não são respeitadas. Tudo o que eu aprendi no Direito, tudo o que eu aprendi, venho aprendendo, foi jogado na latrina. Aquela letra de lei, que é bem explícita ali, não está sendo seguida”, afirmou.

Mostrando-se magoado com os colegas da Câmara, Daniel Silveira disse que muitos deputados teriam sido pressionados a votarem pela manutenção de sua prisão.

“Sei que a maioria desses 364 votaram constrangidos e muito contrários ao que eles queriam de fato, só que é uma prisão política, está muito claro que não trata da juridicidade mais”.

O deputado ainda disse ter “exagerado”. “E pedi desculpas ao povo brasileiro, mas continuo mantxendo a mesma tese: Acho que a Corte Constitucional tem que ter tempo de mandato. Não pode deixar que as pessoas se envaideçam pelo poder”.

Silveira ainda minimizou o silêncio de Jair Bolsonaro, que não se pronunciou até o momento sobre sua prisão.

“O presidente não tem nada a ver com isso, na verdade, ele está em meio a uma crise de pandemia, sendo acusado de inúmeros factoides que não existem, todos tentando incriminá-lo de alguma maneira, tentando buscar um meio de impeachment, então não é ele que tem que sair em defesa de uma prisão arbitrária”.

Fonte: Conteúdo MS

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