Reformas vão ajudar Brasil a melhorar taxa de investimento estrangeiro, diz vice-presidente do Ciesp

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Índice que mede participação de capital externo no país teve queda de 62% em 2020.

Um dos dados mais importantes para entendermos o presente (e o futuro) de uma economia é a chamada taxa de investimento: quanto se investe naquele país em determinado intervalo de tempo. Essa taxa depende de vários fatores: um deles é o chamado IED, o Investimento Estrangeiro Direto. A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), um órgão da ONU, mede anualmente esse número, e o compara com os outros anos. Em seu último relatório, publicado no dia 21 de junho, surgiu um número (muito) ruim para nosso país: o IED no Brasil caiu 62% de 2019 para 2020, muito mais do que a média global de queda, que foi de 35%.


“Sem investimento, não há crescimento de longo prazo. Os conhecidos problemas de infra-estrutura do nosso país, e a necessidade imediata de reformas abrangentes, como a administrativa e a tributária, estão cobrando seu preço”, analisa o industrial José Ricardo Roriz Coelho, vice presidente da Fiesp e do Ciesp, e presidente da Abiplast, a Associação Brasileira da Indústria do Plástico. Para Roriz, “esses dados ressaltam a importância da reforma tributária, para deixar as regras do jogo claras, e da reforma administrativa, para deixar o estado mais leve”.


No ano passado, foram realizados 25 bilhões de dólares de investimento (pouco mais de 120 bilhões de reais), o menor número em 20 anos. Em 2019, esse valor havia sido de US$ 65 bilhões. Com a queda, o Brasil deixou de ser o sexto país do mundo a receber mais investimento direto de fora do país; agora, estamos em 11º lugar. Na América Latina, onde sempre lideramos, fomos ultrapassados pelo México. É uma situação preocupante.


A crise sanitária global, é claro, cobrou seu preço. Em 2020, no mundo todo, foram investidos US% 1,5 trilhão; em 2020, esse número caiu para 1 trilhão. Mas, no Brasil, a queda foi mais intensa, e se deveu a vários fatores. Não houve investimento de fora na extração de petróleo e gás, no fornecimento de energia e no sistema financeiro.


Segundo o relatório, a recuperação não será tão rápida e não vai acontecer da mesma maneira em todo o mundo. Só em 2022, o investimento voltará aos níveis de 2019.


Jornalista: Eduardo Negão 

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