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Programa na Reme da Capital vai dar visibilidade às mulheres que se destacaram na história
No dia 24 de novembro de 2022, foi aprovado na Câmara Municipal de Campo Grande, em 1ª discussão, o Projeto de Lei 10.687/22 que cria o Programa de ensino sobre história de mulheres, como conteúdo transversal em disciplinas curriculares das escolas da Reme (Rede Municipal de Ensino).
A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou o projeto, de acordo com o Presidente, vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão, porque todas as políticas públicas que envolvem o empoderamento feminino têm que ser discutidas com a sociedade. “Esse é um projeto importante, de marco importante e com certeza absoluta a Câmara faz o seu papel de receber a sociedade, acatar o que a sociedade traz para nós, e transformar isso em lei a favor das mulheres”, comentou Carlão, ao acrescentar que “todas àquelas mulheres que participaram desde o início e contribuíram no desenvolvimento de Campo Grande, tem que ser falado e divulgado”.
Sobre o Projeto
Em junho de 2022, Andréa Flores, formada em Direito e Letras, apresentou a minuta de projeto ao Presidente da Câmara, Vereador Carlão, visando a adoção do assunto “História das Mulheres”, como conteúdo transversal, nas disciplinas das escolas públicas e privadas da Capital.
A Justificativa da proposta toma por base Tratados internacionais, firmados pelo Brasil, a Agenda 2030 da ONU, na Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Como é sabido, o Brasil se comprometeu a adotar políticas públicas, como essa, para garantir a igualdade de gênero, o que difere com ideologia de gênero.
O projeto propõe a professores (a) de cada disciplina, tragam informações de mulheres que se destacaram em tais áreas. Assim, meninas terão inspiração para ser grandes mulheres.
Histórias de mulheres como:
- Bertha Lutz, bióloga especializada em anfíbios, mas que também lutou junto à delegação brasileira na ONU, tendo papel importante na conquista ao direito ao voto das mulheres.
- Enedina Alves Marques, primeira engenheira negra no Brasil, que precisou, usar arma na cintura, para impor respeito e ser aceita num ambiente exclusivamente masculino.
- Jaqueline Goes de Jesus doutora em patologia humana que identificou os primeiros genomas do novo coronavírus, em 48 horas, sendo que em outros países tal fato se deu após 15 dias.
- Margareth Dalcomo estudiosa da tuberculose e pioneira na luta contra o tabagismo.
- Nisia Floresta, que em 1827, fundou a primeira escola para mulheres no Brasil.
- Myrthes Gomes de Campos, que em 1898, tornou-se a primeira advogada do Brasil, mas precisou, por 8 anos, após já ter se formado em Direito, estagiar com homens para provar que podia advogar.
- Carlota Pereira de Queiroz, que somente em 1934, tornou-se a primeira deputada federal eleita para a Câmara Federal.
- Conceição dos Bugres, artista plástica, que deu forma às esculturas de figuras humanas de explícitos traços indígenas, que é marca registrada na nossa cultura sul matogrossense.
- Glauce Rocha, atriz, que dá nome ao Teatro da UFMS.
Figuras femininas que fizeram parte da História devido à competência, trabalho e dedicação, que precisam ser conhecidas. Andréa aponta que “Somente com igualdade entre homens e mulheres teremos o fim da violência doméstica, do assédio sexual, do feminicídio e de tantos outros crimes em que as mulheres são as principais vítimas. “
Fonte: Da Redação

