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Flávio Cabo Almi — Um legado de fé, luta e amor pela comunidade

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Cabo Almi — cujo nome real era José Almi Pereira Moura — foi, para muitos em Campo Grande, sinônimo de humildade, luta e compromisso com o povo. Nasceu em 17 de dezembro de 1962, no município de Jardim Olinda (PR). Ainda criança, mudou-se com a família para o distrito de Lagoa Bonita, em Deodápolis (atual Mato Grosso do Sul). Já adulto, em 1982, se fixou em Campo Grande. Antes de entrar para a carreira política, trabalhou como cobrador de ônibus, empacotador, promotor de vendas e formou-se como torneiro mecânico pelo SENAI.

Em 1983 ingressou na Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, sendo promovido a cabo em 1988. Logo acumulou a vivência da periferia, das classes trabalhadoras, dos mais simples — e com isso ganhou sensibilidade para os anseios de sua comunidade.

Com essa bagagem, iniciou sua carreira política em 1996, elegendo-se vereador de Campo Grande. Conquistou mais três mandatos consecutivos, sempre com forte atuação pelas causas populares. Em 2011, assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, onde desenvolveu um trabalho marcado por defesa dos trabalhadores, da segurança pública e das comunidades mais vulneráveis.

Infelizmente, em 24 de maio de 2021, Cabo Almi faleceu vítima da Covid-19, aos 58 anos, gerando comoção entre a população sul-mato-grossense. Mesmo após a perda, sua trajetória permanece viva na memória de muitos.

A continuidade do legado: Flávio assume o posto

Filho de Cabo Almi, Flávio Pereira Moura — mais conhecido como Flávio Cabo Almi — nasceu em 25 de junho de 1991, em Campo Grande. Formou-se em Direito e se tornou empresário, com atividades comerciais em bairros como Jardim Macapá e a Cohab — exatamente onde cresceu.

Em 2024/2025, Flávio elegeu-se vereador na capital com 5.003 votos — um mandato que ele mesmo define como a continuação da história de seu pai, pautada por trabalho, proximidade com a comunidade e compromisso com a justiça social.

Ao assumir, já deixou claro: seu foco seria a segurança pública, a atenção aos bairros periféricos e a fiscalização dos recursos públicos, especialmente os destinados à saúde.

Atuação concreta — voz ativa na comunidade e na Câmara

Desde que tomou posse, Flávio vem acumulando atos e iniciativas que mostram seu comprometimento real com a população de Campo Grande:

  • Em 2025, assumiu a presidência da Comissão de Obras e Serviços Públicos e da Comissão de Segurança Pública na Câmara — justamente a mesma comissão de segurança criada por seu pai, décadas atrás. Para ele, assumir esse cargo é “um misto de emoção, orgulho e responsabilidade”. Mantém um escritório comunitário no bairro Alves Pereira — o mesmo espaço que já pertenceu a Cabo Almi — e se coloca “de portas abertas” para ouvir as demandas da população.
  • Não apenas na prática legislativa: ele valoriza a cultura, as tradições e as raízes da comunidade. Um exemplo recente é a homenagem à comunidade paraguaia de Campo Grande, reconhecendo sua contribuição à história e identidade da cidade.

O compromisso com a periferia se traduz em ações concretas: indicações para melhorias de infraestrutura em ruas de bairros, pedidos de patrolamento, sinalização, limpeza e soluções para problemas antigos enfrentados por moradores vulneráveis.

Ainda em 2025, liderou a manutenção de uma tradição popular: o Arraiá do Macapá. A festa, criada pelo pai, reúne famílias, artesãos e comerciantes da região — e segue firme como símbolo de união comunitária.

Mesmo diante de desafios — como em julho de 2025, quando o escritório foi invadido —, Flávio não recua. Pelo contrário: usou o episódio para reforçar a urgência de políticas públicas de segurança e para apontar o aumento da criminalidade e o sofrimento de quem vive na periferia.

Mais do que votos — uma causa de vida

Flávio não parece ver seu mandato como um trampolim político, mas como missão de vida. Ele próprio afirma que carrega o legado de seu pai com “amor, respeito e compromisso”.

Sua atuação mostra coerência: segurança pública, valorização da cultura popular, cuidado com os bairros periféricos, proximidade com as pessoas — tudo isso revela um legislador que conecta passado e presente, memória e ação, sentimento e responsabilidade.

Para quem cresceu nas ruas do Macapá, da Cohab, do Alves Pereira — para quem viu o pai ajudar e amar sua comunidade —, Flávio representa a certeza de que “cada ação conta”. Ele não apenas herdou o nome: ele herda a missão.

Um novo capítulo — e a esperança de muito por vir

Hoje, em Campo Grande, muitos veem em Flávio uma ponte entre gerações: a da luta e da conquista. A de quem transformou a dor da perda — a morte de Cabo Almi — em força para seguir cuidando da cidade, do povo, da gente.

Se o espírito de serviço, a proximidade com a comunidade e a sensibilidade social de seu pai continuam vivos — em forma de projetos, de presença, de luta —, há de se acreditar que esse mandato será escrito com letras fortes de compaixão, justiça e transformação.

Por isso, “Flávio Cabo Almi” não é apenas um nome; é a continuidade de uma história que pulsa no coração de Campo Grande.

No Grito MS, cada história que importa tem lugar — e a de Flávio Cabo Almi é daquelas que seguem pulsando no coração do nosso estado.”

Sol Santandher/ Cesar Ferreira ✅

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