Conecte-se conosco

Geral GritoMS

O grito silencioso de nossas crianças

Publicado

em

Crianças são seres inocentes. Ficam felizes com qualquer besteirinha e confiam em todos ao seu redor.

A todo momento me pergunto o que se passa na cabeça de alguém que tem coragem de fazer mal a uma criança. Que tipo de mente doentia consegue colocar a cabeça no travesseiro e dormir, rir, socializar com amigos, sem se importar com o sofrimento que causou?

É difícil crer que um pai tenha coragem de fazer mal a um ser tão indefeso. Quando nos deparamos com notícias de pais que cometeram crimes contra crianças — muitas vezes até bebês — ficamos enojados, incrédulos, machucados e descrentes da sociedade em que vivemos.

Pior ainda é ver avôs, tios, primos e parentes que deveriam amar, acolher e proteger agirem como monstros, dissimulando suas atitudes.

Mães ainda se iludem com lobos em pele de cordeiro, colocando dentro de casa o algoz da criança.

Infelizmente, as penas no Brasil são brandas e cheias de recursos. Esses monstros saem pela porta da frente das cadeias como se nada tivessem feito.

O que nos resta é cuidar, amar, zelar e não tirar os olhos de nossos pequenos, já que, muitas vezes, dormimos com o inimigo e não sabemos.

Às mães, deixo um pedido: não coloquem estranhos dentro de sua casa. Ela é um templo sagrado, é o porto seguro de seus filhos. Namorem, sim, mas sempre fora de casa. Investiguem o passado do seu “alecrim dourado”. Não deixem que o amor e a carência as ceguem, ignorando os sinais.

Escutem os conselhos de seus pais e amigos. Quem está de fora vê melhor a situação.

Mães, não ignorem o grito silencioso de nossas crianças. Elas mudam o comportamento quando são vítimas de abuso e maus-tratos: tornam-se tristes, agressivas, apresentam alterações de humor e de hábitos, se fecham, começam a ter medo de tudo e passam a ter crises de pânico. Fiquem atentas e procurem ajuda.

Sandra Campos perdeu, há dois anos, seu filho de 24 anos para o suicídio e se tornou uma ativista pela vida com o projeto “Não te julgo, te ajudo!”
Ela se coloca à disposição para ouvir, gratuitamente, pessoas em sofrimento.

Telefone: (11) 94813-7799

Continue lendo
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *