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Produtores do MS utilizam técnicas sustentáveis para preservar a água das propriedades
No Dia Mundial da Água, o agro reforça seu compromisso com a preservação e a sustentabilidade.
A água está no centro de tudo o que acontece no campo e é justamente por isso que o agro tem avançado em práticas cada vez mais conscientes para o uso desse recurso. No Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, esse movimento ganha ainda mais visibilidade e se conecta a uma agenda global: os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), criados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015.
Em Mato Grosso do Sul, essa relação entre produção e preservação já faz parte da rotina no campo. Alinhados especialmente aos ODS 6 e 14, sobre água potável, saneamento e vida na água, a Famasul e o Senar/MS atuam na promoção de ações que mostram, na prática, como é possível produzir e, ao mesmo tempo, proteger os recursos hídricos.
De acordo com o superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan, a adoção de técnicas para a conservação da água já faz parte do agro antes mesmo da criação dos ODS. “O trabalho dos produtores rurais em ações de desenvolvimento sustentável em suas propriedades já ocorre há bastante tempo. Essa conexão mostra que o agro é, na prática, um aliado natural do desenvolvimento sustentável”.
Dentre as diversas técnicas adotadas, o agro em Mato Grosso do Sul se destaca pelo plantio direto, manejo adequado das pastagens, manutenção de áreas de preservação permanente e reserva legal, além dos sistemas integrados de produção.
Segundo o SIGA-MS, cerca de 99,9% da área acompanhada pelo programa na safra 2024/2025 foi cultivada no sistema de plantio direto, técnica que consiste em semear a lavoura sem revolver o solo, mantendo a palhada da cultura anterior na superfície. Esse sistema protege o solo contra a erosão, melhora a infiltração de água e ajuda a conservar a umidade, contribuindo para uma produção mais sustentável.
Além disso, outra forma de cultivo que também é destaque no estado pela eficiência na conservação de água é o sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que possui sua maior área no MS. Nesse modelo, a diversificação de culturas e a presença de pastagens e árvores mantêm o solo sempre coberto, aumentando a matéria orgânica e melhorando sua estrutura.
Com isso, o solo passa a funcionar como uma “esponja”, absorvendo melhor a água da chuva, reduzindo o escoamento superficial e favorecendo a recarga dos lençóis freáticos. Essas práticas ajudam a proteger o solo, aumentar a infiltração da água da chuva e reduzir processos erosivos que podem afetar rios e nascentes, além de contribuir para a manutenção da umidade por mais tempo nas áreas produtivas.
Senar/MS e a atuação com nascentes
Com os avanços nas práticas sustentáveis ao longo dos anos, desde 2020, o programa Proteção de Nascentes do Senar/MS já identificou 3.305 nascentes em 70 municípios do estado. Com o mapeamento, mais de 960 propriedades rurais foram beneficiadas, fortalecendo a segurança hídrica e a qualidade da água.
Além disso, o Senar oferece capacitações sobre conservação de solo e água, manejo racional de recursos naturais, irrigação eficiente, bem-estar animal e energia renovável. Essas ações são realizadas por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), uma das principais ferramentas para concretizar os ODS relacionados à produção responsável, água limpa e energia sustentável.
A Famasul atua de forma complementar e também mantém seu compromisso com os ODS de conservação da água. Por meio de boletins com análises técnicas, levantamentos e diagnósticos, a federação divulga formas de promover o uso racional da água e a conservação do solo, contribuindo para o aprimoramento contínuo das práticas de manejo no meio rural.
Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Ana Carla Souza*
*Estagiária com supervisão de Laura Toledo


