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Cadeia do leite debate regras de novo programa na Capital

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Após a sanção da Lei nº 7.603/2026, que cria o Programa Municipal de Suplementação Alimentar com Leite e Derivados Frescos, representantes da cadeia produtiva se reuniram com o Executivo Municipal, durante a 86ª Expogrande, para apresentar demandas e contribuir na construção da regulamentação da iniciativa. A proposta alia promoção da saúde, segurança alimentar e fortalecimento da economia local, mas ainda depende da definição de critérios operacionais para entrar em funcionamento.

A prefeita Adriane Lopes destacou a importância da parceria entre o poder público e o setor produtivo. “É muito importante essa parceria entre poder público e setor privado. A proposta é reforçar a alimentação e contribuir para a saúde da população”, afirmou. O programa prevê a oferta de leite pasteurizado, iogurtes, queijos frescos e outros alimentos ricos em nutrientes, ao mesmo tempo em que estabelece que apenas laticínios de Campo Grande poderão fornecer os produtos, em parceria com cooperativas e associações locais, incentivando a geração de renda e o fortalecimento da cadeia produtiva.

Para Éder Souza do Beira, presidente da Associação Estadual dos Produtores de Leite e coordenador da Câmara Federal do Leite do Estado, a iniciativa representa inovação e oportunidade. “É uma ação inovadora. A prefeita traz uma proposta que ajuda a cadeia produtiva. É um projeto piloto que pode alavancar a questão socioeconômica dos produtores de leite de Campo Grande”, avaliou. “O resultado foi positivo. A prefeita colocou toda a equipe à disposição, e estamos trabalhando juntos para desenvolver o projeto e fortalecer tanto os produtores quanto a economia do município.”

Quando regulamentado, o programa prevê a distribuição de leite e derivados frescos para públicos prioritários, como pacientes das unidades de pronto atendimento, idosos em centros de convivência, alunos da rede municipal e famílias em situação de vulnerabilidade social, com execução sob responsabilidade da Prefeitura, que definirá as diretrizes específicas.

O veterinário Eduardo Barbosa, analista do Proleite, ressaltou o potencial da medida. “Essa lei tem potencial de revolucionar a economia rural do município. Pode melhorar a renda dos produtores e ampliar o escoamento da produção, fortalecendo também a indústria do leite no estado”, afirmou. “A lei precisa desse detalhamento técnico para funcionar. O resultado foi muito positivo. Vamos unir experiências de sucesso com a expertise dos envolvidos para construir uma regulamentação sólida.”

O secretário municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio (Semades), Ademar Júnior, também enfatizou os impactos positivos. “É de extrema importância esse olhar para que a economia do setor seja movimentada. A ação atende pequenos, médios e grandes produtores, valorizando um produto que muitas vezes sofre com os preços de mercado. O aumento do consumo é fundamental para resolver esses desafios”, pontuou. “O resultado da reunião é extremamente positivo. A prefeita facilita esse diálogo para que todos os envolvidos possam contribuir na regulamentação, garantindo benefícios tanto para o poder público quanto para produtores e consumidores.”

Com a nova lei, Campo Grande integra políticas de saúde e desenvolvimento econômico, enquanto a efetivação do programa segue em construção conjunta entre o poder público e a cadeia produtiva.

#ParaTodosVerem: Imagens durante o encontro entre o setor público e privado durante reunião no Estande PrefCG na Expogrande.

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