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Casal de Campo Grande encontrou no cultivo de cogumelos uma nova oportunidade para crescer no campo
Com apoio do Senar/MS, Tainá e Rodrigo fortaleceram negócio e construíram uma trajetória marcada por parceria, inovação e crescimento.
Em especial ao Dia dos Namorados, o “Transformando Vidas” desta semana conta a história de Tainá Péclat e Rodrigo Gonçalves, um casal “queridão” que se conheceu no campo após ambos deixarem suas antigas profissões em busca de um propósito na vida rural. Eles se apaixonaram e encontraram nos cogumelos uma nova fonte de renda e de união entre os dois. Por meio do apoio do Senar/MS, o casal impulsionou as vendas do negócio e a marca “Cogumelos do Queridão” tem se expandido cada vez mais.
“Ele é o amor da minha vida, tudo é feito em parceria. A gente aprende diariamente a se respeitar e a frutificar com os cogumelos. “O Senar/MS veio a partir dessa busca de qualificação e, para a gente, tem sido maravilhoso”, conta Tainá.
Em 2022, Tainá se mudou com a família para uma chácara na zona rural de Campo Grande em busca de uma vida mais tranquila no campo e para trabalhar com plantações em sua propriedade. Assim que chegou ao bairro, a produtora começou a passear com os seus cachorros pela região e, aos poucos, foi conhecendo os moradores. Entre uma caminhada e outra, um vizinho específico com vários blocos de concreto na mão chamou a atenção da produtora. Tainá brinca que sempre passava na frente da casa dele e achava estranho a quantidade de materiais de construção em uma propriedade rural.
“Eu passeava na frente com os meus cachorros e pensava: ‘nada a ver esse vizinho com esses blocos de concreto no meio da chácara, isso nem deveria estar aqui’, e eu passava na porta todos os dias”, conta Tainá.
O vizinho que ela via com frequência era Rodrigo, que havia começado a trabalhar há pouco tempo com construção civil após deixar seu antigo trabalho no ramo de transporte escolar. Mas, mesmo Tainá morando a apenas uma quadra de sua casa, o produtor conta que só foi realmente conhecer a vizinha após uma reunião da Associação de Moradores do bairro, da qual ambos passaram a fazer parte e a trabalhar juntos.
“Tanto lugar para ela ir morar e ela veio morar na minha rua, uma quadra para a frente. Ela caiu do céu mesmo. Com as reuniões da associação, a gente acabou se conhecendo mais e virou ‘chamego’. Ela chegou pelas ‘beiradas’ e me ganhou”, relembra o produtor.
Aos poucos, esse “chamego” foi aumentando e a amizade entre os vizinhos se transformou em amor. Mas, além do namoro, outra paixão também uniu ainda mais o casal: os cogumelos.
“A partir daí começou o romance, não teve jeito. E a gente faz tudo junto, desde coletar a matéria-prima, que é o capim nativo, até o processo final, que é a venda”, explica Tainá.
Nessa época, Rodrigo decidiu deixar a construção civil, começou um novo empreendimento na área de cultivo de fungos e montou uma estufa em sua casa. Logo, os cogumelos também começaram a fazer parte da rotina de Tainá e o casal passou a trabalhar junto na produção dos “Cogumelos do Queridão”, que ganhou esse nome a partir de uma sugestão da produtora.
“A gente percebeu que precisávamos de um nome e iniciar o processo de vendas. Ele tem três apelidos: um é ‘Pororoca’, outro é ‘Paraguas’ e tem o ‘Queridão’. Daí, eu falei ‘vamos de Queridão’, é mais acolhedor e tem tudo a ver. Ele é sorridente, onde ele vai as pessoas gostam dele. Ele é muito querido”, contaTainá.
O casal buscou o atendimento do Senar/MS para expandir as vendas e aprimorar as técnicas de manejo com os cogumelos. Tainá conta que a orientação da instituição foi essencial para otimizarem o gerenciamento da produção.
“A gente viu que precisava ter um controle do que a gente usa, agora mensalmente a nossa técnica vem e sempre traz recomendações importantes. Nós vamos começar a trabalhar com o reaproveitamento de resíduos que estão produzidos e vamos fazer adubo para venda”.
Segundo Rodrigo, a assistência tem sido fundamental para o crescimento do negócio e melhora na qualidade do cultivo dos cogumelos. “O Senar/MS entrou nas nossas vidas a partir desse ensinamento de saber como melhorar o nosso manejo e manter uma sustentabilidade na nossa produção”, comenta.
Hoje, além da expansão do negócio, o amor também aumentou e a família cresceu. Tainá e Rodrigo se tornaram pais de Vera, que recebeu esse nome como forma de homenagem à mãe do produtor. Segundo Rodrigo, a Tainá entrou em sua vida para mostrar que o amor realmente é capaz de mudar tudo para melhor.
“A Tainá me ajudou a criar rumo na vida e constituir família. Chegou para mostrar que a vida de solteiro é boa, mas a vida em família é melhor. Ela já tinha me agraciado com o meu enteado Valentim, que me trouxe bastante sabedoria para querer ser pai, e a Verinha veio para consagrar esse amor verdadeiro”.
Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Ana Carla Souza*
*Estagiária sob supervisão de Laura Toledo


