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Campo Grande segue com inflação estável ‘perto da casa do zero’Índice Nacional no primeiro mês deste ano fechou em 0,16%, o menor IPCA de janeiro desde a implantação do Plano Real, em 1994

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Nesta terça-feira (11) foram publicados os resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicando que a inflação em Campo Grande permaneceu estável, perto da casa de zero. 

Segundo divulgado pelo IBGE, o Índice Nacional no primeiro mês deste ano fechou em 0,16%, exato 0,36 ponto porcentual (p.p.) abaixo da taxa de dezembro (0,52%), sendo esse o menor IPCA de janeiro desde a implantação do Plano Real, em 1994. 

Raio-X local
Importante destacar que, entre as Capitais, a Cidade Morena entrou na pesquisa a partir de 2014 e, portanto, os últimos 10 anos, os IPCAs de janeiro para Campo Grande foram e nacional foram de: 

2014| CG: 0,41 / BR: 0,55;
2015| CG: 1,08 / BR: 1,24; 
2016| CG: 1,38 / BR: 1,27;
2017| CG: 0,56 / BR: 0,38;
2018| CG: 0,10 / BR: 0,29;
2019| CG: 0,20 / BR: 0,32; 
2020| CG: 0,13 / BR: 0,21; 
2021| CG: 0,53 / BR: 0,25; 
2022| CG: 0,62 / BR: 0,54; 
2023| CG: 0,60 / BR: 0,53; 
2024| CG: 0,48 / BR: 0,42. 
Conforme análise do Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra), dos dados sobre Campo Grande, o único grupo de produtos e serviços que apresentou recuo na variação mensal foi Habitação (-2,60).

A nível nacional, o grupo (com as seguintes variações e impactos em janeiro -3,08% e -0,46 p.p.) foi impactado negativamente pela energia elétrica residencial (-0,55 p.p.), devido à incorporação do Bônus Itaipu. 

Nesse mesmo grupo da habitação,  a alta da taxa de água e esgoto (0,97%) foi influenciada também pelo reajuste de 5,59%, que data de 03 de janeiro, em Campo Grande. 

Entretanto, a queda se dá graças ao do subitem energia elétrica residencial, que em Campo Grande caiu 11,36% em janeiro, já sendo a terceira queda consecutiva, segundo o gerente do IPCA, Fernando Gonçalvez. 

Abaixo você confere a variação mensal, acumulado detalhando o índice geral bem como os respectivos pesos dos  grupos de produtos e serviços. 

IPCA 
Desde 1980 o IBGE faz o cálculo do IPCA, levando em conta o famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, sendo a última amostra coletada entre 28 de dezembro e 29 de janeiro de 2025 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de novembro a 27 de dezembro de 2024 (base). 

Em análise regional, a maior variação no índice foi registrada em Aracaju (0,59%), forçada pela alta das passagens aéreas  (13,65%); enquanto a deflação mais impactante foi em Rio Branco (-0,34%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-16,60%).

Se lançado olhar para o grupo de Transportes (1,30%), as tarifas dos transportes urbanos (3,84) reajustadas pelas capitais tiveram sua pressão no índice, apesar do aumento dos preços de passagens aéreas (10,42%) serem ainda mais impactantes nesse setor. 

Em cada localidade, os seguintes reajustes foram responsáveis pela interferência no índice: 

 Belo Horizonte (8,38%): reajuste de 9,52% a partir de 1º de janeiro;
Rio de Janeiro (6,98%): reajuste de 9,30% a partir de 5 de janeiro;
Salvador (6,00%): reajuste de 7,69% a partir de 4 de janeiro;
São Paulo (5,22%): reajuste de 13,64% a partir de 06 de janeiro, contemplando, também, as gratuidades concedidas nos feriados de Ano Novo (01/01) e do aniversário da cidade (25/01);
Recife (3,66%): reajuste de 4,87% a partir de 5 de janeiro;
Vitória (2,39%): reajuste de 4,38% a partir de 12 de janeiro;
Já na Capital de Mato Grosso do Sul, esse setor foi impactado por uma passagem R$ 0,20 mais cara, a partir de 24 de janeiro, como acompanhou o Correio do Estado, que representa um reajuste de 4,21%, o responsável local por influenciar o grupo. 

Correio do estado /Léo Ribeiro

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