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Mercado de genética bovina vive momento de retomada
Venda de sêmen no segmento de gado de corte aumentou 10% no ano passado. 19 milhões de doses de sêmen é a projeção de 2025
Após um período de queda nas vendas, nos anos de 2022 e 2023, o setor de sêmen bovino confirmou um movimento de retomada no ano passado no país. Segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), foram comercializadas 15,6 milhões de doses entre os meses de janeiro e outubro, e a projeção é de que no ano o total tenha alcançado 19 milhões, acima do registrado em 2024, quando somou 17,5 milhões de doses.
A venda de sêmen no segmento de gado de corte cresceu perto de 10% em 2025, com destaque para as raças taurinas, especialmente Angus e Brangus, que avançaram acima de 20% e acabaram puxando o crescimento do mercado. Os números consolidados serão divulgados em fevereiro pela Asbia. “Aquele período em que a inseminação teve uma redução e depois estabilizou é exatamente o momento em que houve a queda no preço do boi e do bezerro.
É o que chamamos de baixa do nosso ciclo. Agora, que houve uma retomada da fase de alta, houve um crescimento novamente da inseminação”, afirma o sócio proprietário da CRIO Central Genética Bovina, de Cachoeira do Sul (RS), e diretor da Asbia, Fernando Velloso.
Os números também apontam para uma popularização da inseminação, segundo Velloso. Ele observa que, há duas ou três décadas, os pecuaristas aderiam à ferramenta tendo como objetivo principalmente o melhoramento genético. Mas, em anos recentes, a inseminação passou a ser uma forma de controlar os custos da fazenda e a gestão reprodutiva do rebanho.
Hoje, segundo Velloso, a inseminação deixou de ser um investimento pontual para se tornar uma rotina nas fazendas. “Com a popularização dos protocolos de inseminação a tempo fixo (IATF), é possível ao produtor obter um custo de prenhez, ou seja, o custo do bezerro nascido, menor com a inseminação artificial do que com a monta natural”, resume.
Segundo ele, essa rotina permite aumentar a eficiência reprodutiva em 5% a 10%. A redução de custos, por sua vez, pode alcançar entre 20% e 25%. A expectativa para este ano é de que o mercado siga em expansão. “Imaginamos que vamos ter, nos próximos três anos, um bom preço para o bezerro, e quando isso ocorre você tem estímulo para a cria”, analisa Velloso.


