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Peça Única”, da House of Hands Up, é selecionado para a 28ª edição do Palco Giratório
O espetáculo “Peça Única”, da House of Hands Up, foi selecionado para compor a programação da 28ª edição do Palco Giratório, um dos mais importantes projetos de circulação das artes cênicas no país. A presença da obra na edição de 2026 destaca a força da produção sul-mato-grossense e amplia o espaço para a cultura ballroom no circuito nacional.
Criado pelo Sesc com o objetivo de promover intercâmbio cultural e difundir a diversidade de linguagens da cena brasileira, o Palco Giratório reúne anualmente espetáculos de diferentes regiões, fortalecendo redes de criação, circulação e formação de público.
O lançamento da temporada 2026 será no dia 14 de abril, em Porto Alegre (RS). Neste ano, o repertório dos espetáculos propõe uma experiência em família, unindo gerações, em sintonia com a comemoração dos 80 anos do Sesc.
Com 16 grupos de teatro, dança e circo de 12 estados brasileiros, o circuito chegará a 113 cidades até o fim do ano, ampliando o acesso à cultura e levando ao público, por meio da arte, temas sensíveis como a busca pela saúde mental, as relações do cotidiano e o deslocamento humano no processo de imigração.
Cultura ballroom e representatividade na cena
“Peça Única” nasce da vivência e da pesquisa artística desenvolvidas pela House of Hands Up dentro da cultura ballroom, movimento que surgiu nas comunidades negras e LGBTQIA+ do Harlem, em Nova York, como espaço de pertencimento, afirmação identitária e resistência. No Brasil, as houses têm desempenhado papel fundamental na formação de artistas e na consolidação dessa estética como linguagem contemporânea.
Para Roger Pacheco, mother da House of Hands Up e coreógrafo do espetáculo, a seleção representa um marco importante. “Integrar o Palco Giratório é um reconhecimento histórico. A cultura ballroom sempre foi um espaço de resistência e criação, mas nem sempre ocupou os grandes circuitos institucionais. Estar nessa programação é afirmar que nossa linguagem é arte, é pesquisa e é política.”
Segundo ele, o espetáculo não se limita a reproduzir o universo das balls, mas traduz seus códigos e experiências para a cena. “’Peça Única’ dialoga com as disputas simbólicas, com o senso de família e com a afirmação de identidade que estruturam a ballroom. É sobre ocupar espaço com o corpo, história e orgulho.”
A circulação nacional, destaca Roger, também amplia horizontes. “Levar esse trabalho para diferentes regiões do país é abrir caminhos para que outras pessoas se reconheçam e se sintam pertencentes.”
Mato Grosso do Sul em destaque nacional
A seleção de “Peça Única” também consolida um momento significativo para as artes cênicas de Mato Grosso do Sul. O estado participou pela primeira vez do Palco Giratório em 2009, com “Cultura Bovina?”, da Ginga Cia de Dança. Em 2014, integrou a programação com “Plagium?”, da Cia Dançurbana. Mais recentemente, em 2024, “Procedimento #6”, de Jackeline Mourão e Reginaldo Borges, foi selecionado, seguido por “A Fabulosa História do Guri-Árvore”, do grupo Fulano di Tal, em 2025.
Com a edição de 2026, o MS alcança três anos consecutivos com espetáculos na programação nacional, um feito que evidencia a maturidade e a potência da produção artística local.
Para Paulo Oliveira, analista em cultura do Sesc MS e curador do Palco Giratório, a presença da obra na 28ª edição reforça o compromisso do projeto com a diversidade. “A seleção de “Peça Única” reafirma o compromisso do Palco Giratório com a pluralidade estética e territorial. Trata-se de um trabalho potente, conectado a debates contemporâneos sobre identidade e representatividade, com excelência artística.”
Ele também destaca o significado da presença contínua do estado na programação. “Ter três anos consecutivos de espetáculos sul-mato-grossenses no circuito nacional demonstra a consistência da nossa produção. É resultado de um trabalho contínuo de fortalecimento da cadeia das artes cênicas no estado.”
Sobre o papel do projeto, Paulo complementa, “o Palco Giratório é uma plataforma estratégica de circulação e intercâmbio. Ele cria redes, promove encontros e amplia horizontes. Quando um grupo de MS circula pelo país, leva consigo a identidade cultural do estado e retorna transformado pelas trocas realizadas.”
Para Paulo Oliveira, analista em cultura do Sesc MS e curador do Palco Giratório, a presença da obra na 28ª edição reforça o compromisso do projeto com a diversidade. “A seleção de “Peça Única” reafirma o compromisso do Palco Giratório com a pluralidade estética e territorial. Trata-se de um trabalho potente, conectado a debates contemporâneos sobre identidade e representatividade, com excelência artística.”
Ele também destaca o significado da presença contínua do estado na programação. “Ter três anos consecutivos de espetáculos sul-mato-grossenses no circuito nacional demonstra a consistência da nossa produção. É resultado de um trabalho contínuo de fortalecimento da cadeia das artes cênicas no estado.”
Sobre o papel do projeto, Paulo complementa, “o Palco Giratório é uma plataforma estratégica de circulação e intercâmbio. Ele cria redes, promove encontros e amplia horizontes. Quando um grupo de MS circula pelo país, leva consigo a identidade cultural do estado e retorna transformado pelas trocas realizadas.”


