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A importância da saúde mental em todas as idades
Falar sobre saúde mental é falar sobre vida. É reconhecer que cada pessoa, desde a infância até a maturidade, precisa de atenção, cuidado e acolhimento. Muitas vezes, o tema é envolto em preconceitos e silêncios, mas iniciativas como a do Setembro Amarelo nos lembram de que é urgente abrir espaços para o diálogo, para a escuta e para a construção de práticas que fortaleçam a mente e o coração.
Foi com esse propósito que a Escola Municipal 11 de Outubro, em Campo Grande, desenvolveu ao longo do mês de setembro uma série de atividades voltadas à conscientização sobre a saúde mental. A professora da Sala de Recursos Multiprofissional, Andreza Silva de Araujo, em parceria com as professoras da educação especial, organizou um projeto diferenciado, buscando levar informação de uma forma acessível, divertida e, ao mesmo tempo, profundamente simbólica. A proposta envolveu o origami, arte milenar japonesa de dobrar papéis, que se transforma em exercício de paciência, foco e delicadeza. A educadora escolheu o tsuru como símbolo do trabalho: um pássaro que representa alegria, amor, paz e prosperidade. A escolha foi intencional. Mais do que uma atividade manual, o origami se apresentou como metáfora: cada dobra exige atenção, tranquilidade, organização e amor, os mesmos ingredientes necessários quando cuidamos da nossa saúde mental.
O projeto ganhou vida de forma colaborativa. Alunos e professores da educação especial confeccionaram 80 tsurus amarelos, transformando papéis simples em mensagens vivas de esperança. O gesto coletivo resultou em uma instalação artística, montada durante o intervalo escolar, momento em que os pássaros foram compartilhados com os demais alunos.
Cada tsuru carregava um convite à reflexão: falar de saúde mental é urgente. Assim como dobrar o papel exige paciência, a vida também nos pede pausas, organização e delicadeza com nossos sentimentos. E, assim como cada tsuru nasce do cuidado com as dobras, cada pessoa floresce quando encontra apoio, compreensão e afeto.
Para o diretor da escola, professor Wagner Vaneli, a ação, apesar de simples, foi repleta de significado: “Esse trabalho mostrou que a escola pode – e deve – ser um lugar de acolhimento, diálogo e construção de vínculos”.
Já a diretora-adjunta, professora Regina Leon de Abreu, reforça que o projeto ultrapassou a dimensão pedagógica: “O que se viveu foi um ato de amor coletivo. Uma experiência que reforça a importância de falar, de escutar e de cultivar a esperança”.
Assim, a iniciativa deixou um legado de cuidado e união, lembrando a todos que a saúde mental deve ser prioridade em todas as fases da vida e que a escola, como espaço de aprendizagem e convivência, tem papel essencial na valorização da vida.
Informações: 67 99838-9818 Professora: Andreza Araujo

