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Campo Grande

Bioparque Pantanal é inaugurado em Campo Grande após 11 anos do início da construção

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Campo Grande, a capital de Mato Grosso do Sul, oferece agora aos moradores e aos visitantes uma obra que se arrastou por mais de uma década.

Aquário do Pantanal, que agora se chama Bioparque Pantanal, levou 11 anos para ficar pronto. O custo inicial era de R$ 84 milhões, mas ele acabou custando quase o triplo, R$ 230 milhões, segundo o atual governo.

O Ministério Público Federal encontrou diversas irregularidades no projeto, e investigou denúncias de corrupção. Suspeitas de superfaturamento e fraudes nos contratos paralisaram a construção, até ser retomada em 2019 com autorização da Justiça. A empresa que venceu a licitação para cuidar do Bioparque desistiu. Hoje o aquário está sob administração do estado, até que uma nova licitação seja feita.

“Está sendo inclusive desenhado o modelo de gestão, da forma como vai ser feito essa parte da pesquisa científica, da educação ambiental”, explica a diretora do Bioparque Pantanal, Fernanda Balestieri.

Os alunos das aldeias urbanas e da comunidade quilombola de Campo Grande festejaram a visita. Lá eles puderam voltar no tempo.

O crânio do tigre-dente-de-sabre impressiona.

“A gente tem uma base da história nas escolas, mas a gente vendo consegue entender algo mais”, diz Ana Paula Martins, de 17 anos.

Melissa e Lincon nem eram nascidos quando a obra começou, e pareciam hipnotizados com os peixes.

O circuito de visitação oferece às pessoas a oportunidade de conhecer os peixes dos cinco continentes. São 31 tanques reproduzindo esses ecossistemas. Um reproduz a floresta boreal da Ásia, e os peixes vieram de lá.

Outro é a reprodução da Amazônia quando vem a cheia. Dá para ver as raízes de uma faveira, uma árvore típica da floresta, e os peixes nadando.

Nos tanques externos, está a reprodução de ambientes do Cerrado e do Pantanal.

“Vamos ter a possibilidade de ver jacaré, as piraputangas, pintado”, diz o guia aos visitantes.

Piraputanga significa peixe de rabo vermelho. Os ancestrais deles que escolheram este nome, mas as crianças da etnia Terena nasceram nas cidades e não conhecem a riqueza dos rios.

Os jaús se escondem nas rochas. A arraia perde a paciência com o peixe zebrinha que se alimenta do muco no couro. São 5 milhões de litros de água num sistema de reúso e filtragem sem produtos químicos.

“A conexão com a natureza reproduz serotoninas, endorfinas, substâncias que causam bem-estar e tem até poder de cura. Então, essa conexão com a natureza permite que a gente volte a observar o mundo de onde a gente faz parte”, diz o biólogo e pesquisador José Sabino.

Principalmente para sensibilizar as futuras gerações.

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