Covid-19
Combinação de vacinas contra a Covid-19 entra no radar de autoridades em saúde e abre discussão sobre o tema
A vacinação heteróloga – nome técnico da estratégia de combinar vacinas diferentes – é uma possibilidade que começa a ser vislumbrada por autoridades e gestores em saúde diante das perspectivas futuras em relação a vacinação contra a Covid-19.
O assunto foi levantado durante reunião nesta terça-feira (27), em Brasília (DF), entre a secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde, Rosana Leite de Melo, o secretário municipal de Saúde de Campo Grande (MS), José Mauro Filho, e o secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro (RJ), Daniel Soranz. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) também esteve presente.
“É um debate que ainda precisa ser aprofundado e depende de estudos, mas que nós já sentimos a necessidade de levantar esse tema, pois chegará o momento em que iremos ter que discutir sobre a necessidade de revacinar a população, usar vacinas diferentes para concluir o ciclo vacinal ou até mesmo a terceira dose”, comenta o secretário José Mauro Filho.
Segundo ele, outro fator a ser considerado, é que tais combinações poderiam estimularam ainda mais a resposta imune do organismo, o que poderia contribuir para minimizar os efeitos de novas variantes.
Recentemente, o Ministério da Saúde passou a recomendar a aplicação de uma segunda dose da vacina da Pfizer contra a Covid-19 em grávidas e puérperas — mulheres que deram à luz há menos de 45 dias — que receberam a primeira dose da AstraZeneca.
No entanto, a destinação de vacinas diferentes para outros públicos não está autorizada pelo ministério.

