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Política

Divergências nas pesquisas eleitorais colocam em xeque potencial de Rose, Riedel e Contar

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A menos de três meses do primeiro turno das eleições, institutos de pesquisas divergem em relação a três candidatos: Rose Modesto (União Brasil), Eduardo Riedel (PSDB) e Capitão Contar (PRTB). Marquinhos Trad (PSDB) e André Puccinelli (MDB) estão empatados tecnicamente em todas, sendo que o ex-prefeito aparece na frente em três das quatro divulgadas nos últimos 20 dias.

O potencial dos candidatos na disputa pelo 3º lugar não garante vaga no segundo turno, já que apenas dois podem voltar na etapa suplementar, mas é fundamental para demonstrar a viabilidade eleitoral, manter a candidatura e viabilizar alianças.

Líder nas pesquisas, Marquinhos caminha para ser candidato em chapa pura. O ex-prefeito da Capital deve lançar o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PSD) para o Senado e cogita um filiado do seu partido, a médica Viviane Orro (PSD) ou o ex-secretário municipal de Finanças, Pedro Pedrossian Neto (PSD), como candidato a vice.

O candidato do PSD está na frente na pesquisa do Instituto Ranking Brasil (20,10% a 19,4% de André), do IBP (20,30% A 19,5% do emedebista) e da Real Time Big Data (22% a 21% do ex-governador).

Marquinhos lidera em três dos quatro levantamentos divulgados (Foto: Divulgação)

Réu na Operação Lama Asfáltica e condenado por coagir funcionários comissionados na eleição de 2012, André lidera uma pesquisa, a do Novo Ibrape, por 22,1% a 21,5% do ex-prefeito da Capital. Ele anunciou a aliança com apenas um partido, o Solidariedade, que pode indicar o vereador Papy (SD), de Campo Grande, como candidato a vice. Outra cotada é a médica Cristiane Câmara (MDB), de Dourados.

Já em relação ao terceiro lugar, as pesquisas divergem além da famosa margem de erro. Neste domingo, o Ranking colocou Rose em terceiro, com 16%, contra 15,7% de Riedel. Os dois estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro de 3%. Neste cenário, Capitão Contar tem 4,70% e fica em um distante 4º lugar.

O IBP (Instituto Brasileiro de Pesquisa) também aponta a deputada federal em 3º com 16,40%, contra 16,1% do tucano. O deputado estadual fica distante, com 6,2%. Nem a margem de erro de 2% aproxima o 4º do 3º lugar.

O Novo Ibrape aponta uma virada na disputa do 3º lugar, com Eduardo Riedel na frente de Rose, 13,7% a 12%. Capitão Contar segue em 4º, com 6,6%. Mesmo com o empate, o levantamento, comemorado por alguns jornais alinhados com o candidato do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), prevaleceu a chegada do ex-secretário de Infraestrutura à 3ª colocação, mesmo que longe de Marquinhos (21,5%).

André está empatado com Marquinhos, mas segue na frente em uma das quatro pesquisas (Foto: Divulgação)

A situação fica feia para Riedel na pesquisa da Real Time Big Data, concluída um dia antes do Novo Ibrape, em que o tucano aparece com 8%, não só atrás de Rose (15%) como do Capitão Contar (9%). Neste cenário, o candidato do PSDB vem fracassando no esforço feito desde nos últimos dois anos para alavanca-lo na disputa. O ex-secretário é presença ostensiva na mídia.

As pesquisas não garantem a vitória, mesmo faltando três meses para a eleição, mas serão fundamentais na formalização das alianças. Rose consegue segurar o apoio do Avante e do Podemos ao se manter em 3º lugar, na frente do candidato de Reinaldo, e ainda ganha musculatura para conquistar mais apoio.

O percentual garante força a deputada para não ceder aos apelos e ao noticiário, que hora a coloca como vice de André ou de Riedel ou como primeira suplente de Tereza Cristina (PP), do Centrão, na disputa pelo Senado. Mesmo com a boataria, Rose se mantém com dois dígitos e na cola dos primeiros colocados.

Já Riedel não perde apoio, principalmente, por contar com o apoio da máquina do Governo estadual. Contudo, uma das frustrações foi não ter obtido o apoio formal ou gravado de Jair Bolsonaro (PL). Para desalento dos aliados do PSDB, o presidente foi claro e objetivo sobre o apoio no Estado: “tenho dois pré-candidatos a governador”.

Riedel está fechado com Bolsonaro, mas não teve a mesma retribuição do presidente, que anunciou apoio a dois pré-candidatos (Foto: Divulgação)

Fechado com Bolsonaro, o ex-secretário contava com o apoio público para decolar nas pesquisas. Segundo os quatro levantamentos, Bolsonaro lidera a disputa pela presidência da República em Mato Grosso do Sul. Para amenizar a frustração, jornais e colunistas procuram “chifre na cabeça de cavalo” ao concluir que o presidente deixou claro que não apoia e ainda mandou recado para Contar. Nem fotos deixam dúvidas, Bolsonaro chegou com Riedel e foi embora com Capitão Contar.

Apoiado por um grupo apaixonado e barulhento nas redes sociais, Capitão Contar só aparece na frente de Riel em uma pesquisa, da TV Record (por 9% a 8%). Pela margem de erro, o deputado poderia ter entre 6% e 12%, percentual compatível com o IBP (6,2%) e Novo Ibrape (6,6%). E pela margem, até o Ranking acertaria (4,70%), considerando a variação, teria entre 2,9% e 6,5%

Por outro lado, o Ranking (15,7%) e o IBP (16,1%) apontam percentuais para Riedel fora da margem de erro para o Real Time (8%). O Novo Ibrape fica na margem (13,7%), já que variaria entre 11,9% e 15,5%.

Giselle está em 5º nas pesquisas e vai colar em Lula para chegar ao 2º turno (Foto: Divulgação)

A candidata do PT vem conseguindo sair do traço nas pesquisas ao variar entre 1,3% no IBP e chegar a 3,3% no Ranking. Ela ainda consegue 2% nos outros dois institutos. Para colocar o PT no segundo turno depois de oito anos, ela precisaria crescer seis pontos percentuais por mês.

Outra conclusão é que as pesquisas mostram uma disputa equilibrada pela primeira vez nos últimos anos. Na última eleição, no início de julho, André liderava com 29%, seguido por Odilon com 25% e Reinaldo com 22%. Após o emedebista ser preso pela Polícia Federal, o tucano assumiu a dianteira e ganhou a eleição no segundo turno.

Em 2014, Delcídio do Amaral, então no PT, liderou as pesquisas com ampla vantagem, com 46,10%, seguido por Nelsinho Trad (PSD) com 25,5% e Reinaldo com 18,6%. As denúncias de corrupção pesaram contra o então senador.

Em 2010, ao disputar a reeleição, André tinha mais de 54%, contra 37% de Zeca do PT. O emedebista acabou reeleito no primeiro turno apesar da Operação Uragano.

Capitão Contar inaugurou comitê com o apoio dos bolsonaristas (Foto: Divulgação)

Fonte: O Jacaré

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