Governador de Mato Grosso do Sul defende inclusão de jornalistas no grupo prioritário para vacinação

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A declaração foi dada no dia que é comemorado o Dia do Jornalista, 7 de abril

Em agenda pública na manhã desta quarta-feira (7), o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) defendeu a inclusão dos profissionais da comunicação como grupo prioritário para vacinação contra a Covid-19. Nesta semana, a questão também foi lembrada pelo Senado e pela Câmara Municipal da Capital

A declaração foi dada no dia que é comemorado o Dia do Jornalista, 7 de abril, em memória da atuação de Líbero Badaró na consolidação da Independência do Brasil e na luta pela liberdade de imprensa.  

Para que a inclusão aconteça, é necessário a aprovação do Ministério da Saúde, como foi o caso do vacinação para os trabalhadores da segurança pública. 

“Eu sou defensor de que o jornalista deva entrar como prioritário, até pelo trabalho e a dinâmica. Está sendo feito em uma consulta junto ao Ministério da Saúde e a gente espera poder validar colocando os jornalistas nesse grupo também”, disse Azambuja. Ele ressaltou ainda que o secretário Estadual de Saúde, Geraldo Resende, e o prefeito da Capital, Marcos Trad (PSD), também simpatizam com a proposta. 

A categoria também foi lembrada pelo senador Nelson Trad (PSD/MS) que citou dados da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) no plenário. “Brasil já é o segundo país depois do Peru com mais óbitos de jornalistas por causa da Covid-19. Quero encaminhar ao Ministério da Saúde que os insira na lista de prioridade do Plano Nacional de Vacinação daqueles que ficam na linha de frente das coberturas”.

O senador citou radialistas; jornalistas; repórteres de campo; editores de texto, imagem e som; fotógrafos; cinegrafistas; chefes de redação; operadores de imagem e de som; “e todos que tenham contado diário com a cobertura da pandemia. Confesso que me sensibilizei e fiz a indicação no sentido de estimular o Ministério da Saúde para que possa incluir na linha de frente de prioridade, para entrar na fila mais rápido”.

A Câmara Municipal também solicitou na terça-feira (6) o pedido de inclusão da categoria na campanha de imunização municipal. O pedido feito à Prefeitura, assinado pelo presidente da Casa, vereador Carlão, e pelo 1º Secretário, Delei Pinheiro, leva em conta o Decreto nº 10.288/20, que define as atividades e os serviços relacionados à imprensa como essenciais.

A pauta já havia sido levantada pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS). Conforme ofício encaminhado pela entidade à Prefeitura, são mais de 500 profissionais em Campo Grande.

De acordo com levantamento elaborado pelo Departamento de Saúde da Fenaj, a partir de notícias e de acompanhamento pelos Sindicatos da categoria no país, 169 jornalistas morreram entre abril de 2020 e março de 2021 no país.

O dossiê também mostra que, em três meses de 2021, o número de mortes supera todo o ano de 2020, quando foram registradas 78 mortes de abril a dezembro. Este ano, são 86 vítimas, percentual 8,6% maior que no total de 2020.

Em Mato Grosso do Sul, o jornalismo já perdeu nomes como Denilson Pinto, Hermano de Melo e Guilherme Filho. A redação do Correio do Estado também sofre o luto do fotojornalista Valdenir Rezende, que trabalhou por toda sua vida no jornal. Além da editora de Economia Súzan Benites que perdeu o pai, mãe e irmão para a doença. 

“Estar do outro lado como notícia nunca passou pela minha cabeça e, sem dúvidas, tem sido a parte mais difícil”, conta Benites.

Fonte: https://correiodoestado.com.br/

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