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Campo Grande

Médico metido a taradão se deu mal com invertida da polícia,mesmo sendo salvador, vai responder por assédio e Importunação Sexual

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Investigado por importunação sexual, o médico Salvador Lopes de Arruda, de 67 anos, que atua há quase 40 anos na Capital, se defende das acusações feitas pela paciente apresentando ao Campo Grande News conversa que manteve com a mulher pelo WhattsApp. Segundo ele, a denúncia é algo que não existe. “É uma moça que não fala coisa com coisa. Chorou várias vezes, porque o pai morreu”.

No diálogo apresentado por ele, a denunciante, a professora universitária de 28 anos, reclama que continua sentindo dores, após a consulta, o profissional a convida para “um café” e promete novo exame clínico sem custos.

Segundo Salvador, a proximidade incomum entre médico e paciente só ocorreu porque a mulher se apresentou como aluna de doutorado e disposta a trocar informações. “Sou casado há 40 anos, nunca jamais fiz assédio”, reclama

O ginecologista disse que vai mostrar a conversa à Polícia Civil. Ele ainda vai ser chamado para prestar depoimento. Para o profissional da Medicina, a troca de mensagens é prova de que não houve assédio.

Conforme o trecho printado, a conversa começa numa quinta-feira às 17h17. A paciente diz que continua com dores no “pé da barriga”, como se fosse cólica. Conforme a denúncia, ela foi atendida pelo médico na quinta-feira passada, dia 13, na Associação Santa Rita de Cássia, que oferece atendimento com especialistas cobrando valor de tabela social.

Salvador de Arruda orienta a professora a ir ao consultório no dia seguinte.

“Vá me ver amanhã à tarde, no meu consultório. Irei examiná-la”, diz o médico, referindo-se à paciente como “minha doutora”.

Fica claro no início do diálogo que o ginecologista e a mulher haviam conversado anteriormente sobre o doutorado que ela faz em universidade do Rio Grande do Sul, uma vez que ela se apresenta como “a moça que faz doutorado no Sul”.

A paciente então pergunta se o exame que já fez não é suficiente para chegar a um diagnóstico e o médico responde que não. Ela então demonstra preocupação com os gastos. “Não terá custos, relaxe”, diz Salvador.

O médico insiste: “vá tomar um café comigo”. A denunciante se esquiva, dizendo que não toma café e o ginecologista continua: “então irei te oferecer uma água de côco”. “Olha, se tomar do meu café não vai querer voltar para o Rio Grande”.

A paciente diz que vai ver se consegue alguém para levá-la ao consultório. À polícia, ela contou ter recém chegado a Mato Grosso do Sul, vinda do Rio Grande do Sul.

Ela encerra a conversa dizendo que avisa se for querer a nova consulta e pede desculpas por “incomodar” o médico.

O médico diz que a moça “não vai conseguir” incomodá-lo e depois diz que estará livre pela manhã. “Poderíamos nos ver”, completa.

Ela não responde mais e o médico a chama mais duas vezes pelo WhatsApp. No dia seguinte e numa segunda-feira, conforme o print. Segundo relatou à polícia, desconfortável com a situação, a professora procurou outro profissional.

A denúncia – A mulher registrou boletim de ocorrência na manhã de ontem. Ela narrou que além do assédio configurado por palavras de baixo calão ditas pelo médico durante a consulta, ele beijou a mão dela.

Ela contou que foi examinada rapidamente e diagnosticada com vaginismo, contrações involuntárias dos músculos da parede vaginal que provocam dor durante a penetração. Conforme descrito no boletim de ocorrência, o médico afirmou que “isso era uma limitação da sua mente”.

Salvador, ainda conforme a denúncia, perguntou o que a paciente gostava de fazer “na cama”, “se gostava de ser chupada gostoso”, “que precisava conhecer a pessoa certa, porque às vezes a mulher não tem lubrificação e machuca”.

O profissional teria dito, no consultório, coisas do tipo: “Você deveria trepar, f…”, “você tem cara de que gosta de foder”, “posso apostar que você está molhada agora”.

Conforme a denunciante, o ginecologista fez afirmações íntimas, sobre as próprias aventuras sexuais. O Campo Grande News levantou que o profissional já foi acusado, em 2015, de comportamento parecido com outra paciente, e acabou sendo inocentado por falta de provas, em sentença de junho de 2020.

Em relações à nova denúncia, ele nega tudo e diz que está sendo acusado de algo que “não existe”. O caso é investigado pelo delegado João Reis Belo, da 4ª Delegacia de Polícia.

Fonte: CAMPO GRANDE NEWS

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