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Mesa redonda debate custos, planejamento e desafios da construção civil

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A segunda edição do II Workshop Semana da Construção promoveu, na noite desta terça-feira (15), uma mesa redonda para discutir os principais desafios e oportunidades do setor da construção civil, reunindo representantes do poder público, entidades, profissionais e iniciativa privada. O debate abordou temas como custos, planejamento, eficiência, mão de obra, qualificação profissional e a necessidade de maior integração entre os diferentes segmentos envolvidos na cadeia da construção.

Realizado pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), em parceria com Senai-MS, Sebrae-MS e Mútua-MS, o evento busca aproximar os profissionais e instituições que atuam diretamente no desenvolvimento do setor.

Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, a realização do Workshop representa uma oportunidade de ampliar o diálogo e construir soluções de forma conjunta “A construção civil tem um papel estratégico no desenvolvimento de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul. Promover esse encontro é criar um espaço para ouvir quem está no dia a dia do setor, compreender os desafios e aproximar o poder público dos profissionais, das entidades e das empresas. Esse diálogo é fundamental para que possamos avançar em planejamento, eficiência e melhoria dos processos, contribuindo para um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento.”

A mesa foi mediada pela conselheira do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS), Isadora Nascimento, e contou com a participação do engenheiro civil Aldo Dórea Mattos, especialista em Engenharia de Custos, Planejamento de Obras e Administração Contratual; de Rodolpho Mangialardo, diretor regional do Senai-MS; Esaú Rodrigues de Aguiar Neto, secretário executivo de Qualificação Profissional e Trabalho do Governo do Estado; Derick Machado, superintendente logístico da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog); e Geraldo Barbosa de Paiva, ex-presidente do Sindicato da Habitação de Mato Grosso do Sul (Secovi-MS).

Planejamento e integração

Referência nacional nas áreas de custos e planejamento de obras, Aldo Dórea Mattos reforçou durante o debate a necessidade de integrar os diferentes atores da cadeia da construção. Na avaliação do especialista, uma obra precisa partir de um planejamento consistente, considerando projeto, recursos, orçamento, disponibilidade de áreas e a integração entre os envolvidos.

Parceria entre poder público, setor privado e qualificação

Para Rodolpho Mangialardo, a realização da segunda edição do Workshop fortalece a aproximação entre poder público, instituições de ensino e qualificação e o setor privado “É um grande orgulho receber mais uma vez a segunda edição aqui na Escola da Construção do Senai em Campo Grande. A gente pode linkar poder público, instituições como o Senai e o setor privado. Colocamos inovação, inteligência artificial e qualificação da mão de obra dentro desse processo, e o resultado é uma proposta para ajudar a Prefeitura, o Senai e principalmente as empresas privadas do ramo da construção civil.”

O diretor regional do Senai-MS também destacou a expectativa de que os conhecimentos discutidos durante o evento possam ser aplicados diretamente pelos profissionais e empresas.

Crescimento amplia demanda por profissionais

O crescimento econômico de Mato Grosso do Sul e a chegada de novos investimentos também foram apontados como fatores que ampliam a demanda por profissionais qualificados.

Segundo Esaú Rodrigues de Aguiar Neto, o momento vivido pelo Estado reforça a relevância da construção civil para a geração de empregos, renda e melhoria da qualidade de vida “Esse evento é de extrema importância para Mato Grosso do Sul. O Estado passa por um momento de crescimento e de atração de investimentos, e isso gera reflexos na indústria, na habitação e na construção civil. O segmento vem crescendo e criando empregos.”

O secretário executivo também chamou atenção para o efeito da construção civil sobre outros setores da economia, desde a geração de empregos e renda até a habitação e a mobilidade social “Não é simplesmente fazer a atração de uma empresa. Existe toda uma economia envolvida, uma cadeia como um todo, que auxilia todas as classes. É uma economia circular muito grande, com geração de mão de obra, renda e emprego.”

Atualização profissional

A necessidade de atualização permanente dos profissionais também esteve entre os pontos abordados por Derick Machado, que destacou a importância de iniciativas que aproximem conhecimento técnico e prática profissional “Eventos como esse são importantes para os profissionais de engenharia e orçamentistas, porque trazem uma especificidade que o setor precisa. Com o crescimento que o Estado está tendo e o fomento à engenharia e à construção civil, precisamos desse tipo de evento, que traz um ganho profissional e, consequentemente, obras melhor executadas e melhores preços.”

Mão de obra é um dos principais desafios

A escassez de profissionais qualificados foi apontada por Geraldo Barbosa de Paiva como um dos principais desafios enfrentados atualmente pelo setor. Segundo ele, o mercado aquecido e a grande quantidade de obras em andamento aumentam a disputa por trabalhadores “O mercado da construção civil e o mercado imobiliário precisam das ferramentas que estão sendo trazidas para o debate, principalmente o planejamento. As empresas precisam trabalhar com planejamento, e as que não se adequam a isso têm vida curta.”

Paiva também destacou que a construção civil ainda possui forte característica artesanal e depende da experiência dos trabalhadores para garantir qualidade na execução “A mão de obra que aplica aquela tecnologia ainda pode cometer erros. Precisa de experiência, precisa de conhecimento e de tempo para dominar certos equipamentos modernos que estão vindo. E a aproximação promovida pelo Workshop pode contribuir para tornar os processos mais produtivos ao permitir que os diferentes setores apresentem suas demandas e dificuldades e quem ganha com isso é a nossa sociedade.”

Setor movimenta economia e gera empregos

A discussão ocorre em um momento de expansão da atividade da construção civil em Mato Grosso do Sul. No primeiro semestre de 2026, Campo Grande registrou saldo positivo de 1.467 empregos formais na construção, segundo dados do Caged analisados pelo Observatório do Mercado de Trabalho da Capital.

Além da geração de empregos, a construção movimenta uma extensa cadeia produtiva, envolvendo profissionais, fornecedores, fabricantes, comércio de materiais, serviços especializados e empresas de diferentes portes.

Para a Prefeitura o II Workshop Semana da Construção, a mesa redonda, os debates reforçam justamente a importância de manter esse diálogo entre os diferentes segmentos, transformando conhecimento, experiências e desafios compartilhados em caminhos para uma construção civil mais planejada, qualificada e eficiente.

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