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Pesquisa oferece 9 opções de uvas para diversificar vinhos de colheita de inverno

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Pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) apresentam uma solução para vitivinicultores que desejam diversificar a produção de vinhos de colheita de inverno. Um estudo de sete anos identificou nove novas cultivares de uva, entre tintas e brancas, que se adaptam com sucesso à técnica da dupla poda.

Até então, a produção de vinhos de inverno em Minas Gerais se concentrava principalmente nas uvas Syrah e Sauvignon Blanc. A nova pesquisa amplia esse leque, atendendo à demanda do mercado por variedades diferentes.

A Epamig adaptou a técnica da dupla poda para deslocar o ciclo da videira. Com duas podas anuais, os produtores conseguem fazer a maturação e a colheita das uvas durante o inverno. Este manejo confere características únicas aos vinhos.

As novas estrelas dos vinhedos de inverno

O estudo, com financiamento da Fapemig e parceria da vinícola Casa Geraldo, em Andradas (MG), analisou 12 cultivares entre 2018 e 2022. Os pesquisadores avaliaram vigor, produtividade e qualidade da uva e do vinho.

As uvas brancas recomendadas são:

  • Vermentino
  • Muscat à Petits Grains Blanc
  • Viognier
  • Marsanne

Entre as uvas tintas, as variedades aprovadas foram:

  • Tempranillo
  • Grenache
  • Touriga Nacional
  • Marselan
  • Mourvedre

As cultivares Carménère e Petit Verdot não se mostraram viáveis para o cultivo de inverno devido à baixa produtividade.

A uva tinta francesa Marselan se destacou no estudo. “Ela brota com facilidade, é produtiva e apresenta excelente potencial de acúmulo de açúcar, além de manter a acidez elevada”, explica o pesquisador da Epamig, Francisco Câmara.

Resultados já no mercado

Os produtores já aplicam os resultados. Variedades como Merlot, Cabernet Sauvignon, Tempranillo e a própria Marselan já entram na produção de vinhos de colheita de inverno.

“Queremos ver esses resultados se expandindo para o mercado. Isso representa uma grande oportunidade para o produtor ampliar seu portfólio”, enfatiza Francisco Câmara. A pesquisa oferece novas ferramentas para a viticultura mineira inovar e conquistar consumidores com vinhos sazonais diferenciados.

Fonte: Agro em Campo

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