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Presos são colocados para reconstruir escolas danificadas por temporal com ventos de até 124 km/h, no Paraná

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Força-tarefa atuou na desobstrução e retirada de entulhos de vias, no corte e remoção de árvores e galhos com risco de queda, além de serviços gerais de manutenção urbana.

Pessoas privadas de liberdade (PPL) foram colocadas para atuar na reconstrução e recuperação de escolas e outras áreas afetadas pelo forte temporal registrado no início de outubro em Laranjeiras do Sul, na região central do estado.

A cidade teve ventos de até 124 km/h no dia 4. As fortes rajadas danificaram pelo menos 852 casas, derrubaram árvores, deixaram moradores sem energia elétrica por quatro dias e provocaram a suspensão de aulas, devido aos estragos nas unidades educacionais.

Nesta sexta (16), a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) informou que, nas últimas semanas, mobilizou a utilização da mão de obra prisional de 27 pessoas nos trabalhos de reconstrução.

“A força-tarefa atuou na desobstrução e retirada de entulhos de vias, no corte e remoção de árvores e galhos com risco de queda, além de serviços gerais de manutenção urbana. A força de trabalho contou com apoio direto da Cadeia Pública de Laranjeiras do Sul e do Programa Mãos Amigas, que trouxe 12 apenados da base do projeto em Guarapuava e três locais para o suporte emergencial. Foram somados ainda seis apenados de convênio com a prefeitura e outros seis integrados à rotina da unidade penal”.

No programa “Mãos Amigas”, a cada três dias trabalhados, um dia é abatido da pena. Em 2025, 427 unidades escolares foram atendidas, com mais de dois mil serviços realizados.

Atualmente, as equipes concentram esforços na recuperação de oito unidades educacionais: o CMEI Adelina Dutra Boeira; as Escolas Municipais Valdemar Boeira, Therezinha Maria Moretto Andretta, Padre Gerson Galvino e Água Verde; a APM da Escola Municipal Teotônio Vilela; e os Colégios Estaduais Cívico-Militar Érico Veríssimo e Professor Gildo Aluísio Schuck

Para o chefe da Divisão de Produção e Desenvolvimento da Polícia Penal do Paraná (PPPR), Boanerges Silvestre Boeno Filho, o trabalho agiliza o retorno das aulas.

“A ação evidencia o papel fundamental da reintegração social e demonstra à sociedade o valor do trabalho prisional como instrumento de reparação e utilidade pública, garantindo aos custodiados uma oportunidade real de recomeço”, explica.

O coordenador regional da PPPR em Guarapuava, Anderson Uchack, avalia que a parceria traz benefícios mútuos para a comunidade e para os apenados.

“Toda a sociedade local sai ganhando com essa cooperação entre a PPPR e a prefeitura. Para o custodiado, o benefício é bastante significativo, pois ele é inserido no mercado de trabalho e recebe remição de pena, reduzindo um dia a cada três trabalhados, o que contribui diretamente para sua reintegração social”, afirma

https://g1.globo.com Por g1 PR / foto sesp Paraná

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