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Trabalho, renda e proteção social colocam MS entre primeiras posições de indicadores nacionais
Levantamento do IMDS compara os 27 estados em 228 indicadores; Mato Grosso do Sul se destaca em mercado de trabalho, redução da pobreza, assistência social e habitação
Um levantamento divulgado na quinta-feira (17) pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) mostra Mato Grosso do Sul em posições de destaque nacional em áreas que se encontram no caminho de quem precisa de mais atenção por parte do Estado: proteção social, emprego, renda e redução da pobreza. São resultados registrados durante a gestão do governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição.
O painel do IMDS reúne 228 indicadores e compara as 27 unidades da Federação em 12 grandes áreas, entre elas mercado de trabalho, assistência social, distribuição de renda e pobreza, habitação, atividade econômica, saúde, educação e segurança. Não há um ranking geral dos estados: cada indicador deve ser analisado separadamente, a partir do dado mais recente disponível. Nesse recorte, Mato Grosso do Sul aparece entre os dez primeiros em todos os 14 indicadores classificados de mercado de trabalho e ocupa posições de destaque também em pobreza, renda e assistência social.
“Esses números mostram que Mato Grosso do Sul está conseguindo transformar crescimento econômico em oportunidade para as pessoas. Quando você vê o Estado entre os primeiros do país em emprego, redução da pobreza e renda do trabalho, não estamos falando apenas de estatística. Estamos falando de famílias que conquistaram uma renda melhor, de jovens que entraram no mercado de trabalho e de pessoas que precisaram da proteção do Estado em algum momento, mas conseguiram recuperar sua autonomia”, afirma Riedel
Trabalho aparece entre os principais destaques
É no mercado de trabalho que os números apresentam uma das maiores regularidades. Dos 16 indicadores reunidos pelo IMDS nessa área, 14 recebem classificação nacional. Mato Grosso do Sul está entre os dez primeiros em todos eles, entre os cinco primeiros em nove e entre os três primeiros em seis.
Em 2025, 75,95% das pessoas de 18 a 64 anos consideradas pelo indicador estavam ocupadas e tinham rendimento do trabalho, colocando Mato Grosso do Sul na terceira posição nacional. Entre os jovens de 18 a 29 anos que faziam parte da força de trabalho, 95,72% estavam ocupados, novamente o terceiro resultado na comparação entre as unidades da Federação.
Na outra ponta da mesma equação, a proporção de desocupados entre a população de 18 a 64 anos era de 2,28%, resultado que levou MS à quarta posição no indicador. Entre os jovens de 18 a 29 anos, a taxa era de 3,45%, terceira melhor colocação na classificação do instituto.
Os dados do IMDS convergem com outra fotografia recente do mercado de trabalho. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, registrou taxa de desocupação de 2,4% em Mato Grosso do Sul no último trimestre de 2025, uma das menores do país. Na média de todo o ano, a taxa estadual ficou em 3%, também entre as menores registradas entre as unidades da Federação.
A inserção dos jovens chama atenção. Apenas 14,43% dos sul-mato-grossenses de 18 a 24 anos estavam simultaneamente fora do trabalho e dos estudos, percentual que coloca o Estado na segunda posição nacional do indicador. Quando o dado é separado por sexo, MS também ocupa a segunda posição tanto entre homens quanto entre mulheres.
A informalidade, um dos problemas históricos do mercado de trabalho brasileiro, atingia 32,15% dos trabalhadores do Estado, sexta posição na comparação nacional feita pelo IMDS. Entre os jovens de 18 a 29 anos, a proporção recuava para 29,28%, colocando Mato Grosso do Sul no quarto lugar.
A movimentação continuou em 2026. Segundo dados do Novo Caged compilados pela Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul, o Estado acumulava saldo de 14.527 novos empregos formais entre janeiro e abril deste ano. Somente naquele mês, o estoque de trabalhadores com carteira assinada alcançou 679,4 mil pessoas.
Menos pessoas abaixo das linhas de pobreza
O segundo bloco de resultados mais expressivo está na distribuição de renda e pobreza. Dos 19 indicadores dessa área que permitem classificação, Mato Grosso do Sul está entre os três primeiros em dez, entre os cinco primeiros em 12 e entre os dez primeiros em 16.
Em 2025, cerca de 46,6 mil sul-mato-grossenses viviam em situação de extrema pobreza, equivalentes a 1,64% da população. O percentual coloca Mato Grosso do Sul na terceira posição nacional no indicador do IMDS.
Quando considerada uma linha de renda mais ampla, aproximadamente 111,3 mil pessoas estavam em situação de pobreza, ou 3,9% da população estadual. Novamente, Mato Grosso do Sul aparece na terceira posição entre as unidades da Federação.
A posição se repete quando o olhar se volta para crianças e adolescentes. Entre os moradores de até 17 anos, 6,58% estavam abaixo da linha de pobreza, terceiro resultado na comparação nacional. Na extrema pobreza, eram 2,12%, colocando MS na quarta posição.
Os números ajudam a contextualizar a história de milhares de outras pessoas que passaram pelos programas de transferência de renda. Dados administrativos divulgados pelo Governo do Estado apontam que 27,6 mil beneficiários deixaram o Mais Social desde 2023 após aumento da renda familiar. Como se trata de informação produzida pelo próprio Executivo, ela deve ser lida como dado administrativo do programa, e não como medida independente do impacto da política.
O Mais Social paga atualmente R$ 450 mensais para famílias que atendem aos critérios de vulnerabilidade, com uso destinado a alimentos, gás de cozinha, produtos de higiene e limpeza. A legislação também estabelece mecanismos para evitar que a entrada no mercado de trabalho provoque a retirada imediata da proteção: quando um beneficiário consegue emprego formal e sua renda familiar aumenta, o benefício pode ser mantido por mais seis meses antes do desligamento.
Renda vem cada vez mais do trabalho
Há outro número que ajuda a ligar os dois lados desse cenário. Em Mato Grosso do Sul, 76,32% da renda domiciliar considerada pelo IMDS vinha do trabalho em 2025. O percentual coloca o Estado na terceira posição nacional nesse indicador.
A desigualdade medida pelo Índice de Gini também aparece em posição relativamente favorável. O índice estadual era de 0,457 — quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade na distribuição da renda —, terceiro resultado na classificação do instituto.
Já o chamado Índice de Palma, que compara a parcela da renda apropriada pelos 10% mais ricos com aquela recebida pelos 40% mais pobres, ficou em 2,49. Mato Grosso do Sul aparece em quinto lugar nesse indicador.
Esses números não significam que a pobreza tenha desaparecido. O próprio levantamento mostra que, entre aqueles que permanecem em situação de extrema pobreza, ainda existe uma distância relevante até a linha mínima de renda adotada pelo estudo. Mas a combinação entre menor incidência da pobreza, participação elevada da renda do trabalho e um mercado de trabalho com níveis reduzidos de desocupação coloca MS em posição relativamente favorável na comparação nacional.
Assistência social: presença no topo em quatro indicadores
Na assistência social, Mato Grosso do Sul também aparece entre os primeiros colocados em diferentes dimensões. Dos sete indicadores que recebem classificação, quatro posicionam o Estado entre os três primeiros e cinco entre os cinco primeiros.
atingia 4,21% da população e colocava o Estado no 13º lugar.
Mobilidade mostra possibilidade de subir na escala de renda
O levantamento do IMDS também trabalha com um conjunto de indicadores de mobilidade social, que tenta responder a uma pergunta mais profunda: qual é a possibilidade de uma criança nascida em uma família pobre ocupar uma posição econômica melhor quando chegar à vida adulta?
em outubro, esse é um dos temas centrais do debate sobre os próximos anos: como transformar crescimento econômico e geração de empregos em aumento de renda e redução permanente da vulnerabilidade.
“Esse é o caminho que buscamos desde o início: um Estado que cresce, que atrai investimentos e gera empregos, mas que não deixa ninguém para trás. Temos resultados importantes, mas ainda existem desafios e muito a fazer. Nosso compromisso é continuar avançando, qualificando as pessoas para as novas oportunidades que estão surgindo e garantindo que o desenvolvimento chegue a quem mais precisa”, conclui o governador.
Foto: Bruno Rezende


