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Ataque mortal na Ucrânia e reunião de aliados marcam últimos dias antes da posse de Trump
A Ucrânia enfrentou um dos ataques mais letais dos últimos meses em Zaporíjia, onde pelo menos 13 pessoas morreram nesta quinta-feira (9). Enquanto isso, representantes de 57 países, incluindo 32 membros da OTAN, participaram da última reunião do Grupo de Contato para Defesa da Ucrânia, em Ramstein, na Alemanha.
O ataque em Zaporíjia e outro em Kherson foram realizados com bombas planadoras, armamentos adaptados pela Rússia para controle via satélite. Essas bombas, lançadas de aviões a até 100 quilômetros de distância, têm causado grande devastação e permitido avanços russos no leste do país.Durante o encontro, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy reforçou a importância da ajuda militar: “Já percorremos um longo caminho e seria loucura deixar a bola cair agora.”
Os Estados Unidos anunciaram um último pacote de ajuda de 500 milhões de dólares em armamentos, enquanto o secretário de Defesa, Lloyd Austin, alertou que permitir agressões territoriais pode incentivar mais caos e guerras no futuro.
A reunião ocorre em um contexto geopolítico delicado, com a posse iminente de Donald Trump como presidente dos EUA. Trump já provocou reações internacionais ao sugerir uma possível tomada da Groenlândia, controlada pela Dinamarca, o que foi classificado como “espantoso” pelo ministro da Defesa alemão.Os próximos dias devem ser cruciais para definir o apoio ocidental à Ucrânia e o futuro da segurança na Europa diante das mudanças na liderança americana.

